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18-06-2013

Debate vai definir modelos para desenvolvimento da cadeia produtiva da carne


Foto: Divulgação

Na reunião ordinária da Câmara Setorial da Carne Bovina, realizada na Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, na tarde de segunda-feira (17), os principais assuntos em pauta foram o programa de identificação bovina, a criação de um fundo estadual de desenvolvimento da cadeia produtiva e de um instituto da carne, o qual seria mantido pela parceria entre o poder público e a iniciativa privada. O encontro serviu para definir a realização de um seminário que discutirá os modelos de instituto e fundo para o desenvolvimento do setor.


Durante o encontro, coordenado pelo secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, foi aprovada a ata da reunião anterior e, em seguida, foi apresentado o Decreto, assinado pelo governador Tarso Genro em maio deste ano, que visa a criação de uma política de combate aos crimes do abigeato e ao abate irregular de animais.



Segundo o secretário, com a criação desse Grupo de Trabalho - que envolve, entre outras, as secretarias estaduais de Segurança, Agricultura, Fazenda, Saúde e Meio Ambiente - começam tentativas de desmantelar as quadrilhas de abigeatários que atuam no Estado. Entretanto, para isso, é necessária a efetiva participação dos produtores e entidades representativas. "Prender essas quadrilhas é uma questão de segurança pública, uma vez que essa ação criminosa ameaça também a integridade física de quem vive no meio rural. Para combater esse crime, que é realizado com muita inteligência, a polícia precisa trabalhar com transversalidade, cruzando informações, inclusive de consumidores, por isso, é tão importante a colaboração de todos", afirmou Mainardi.


A coordenadora da Câmara Setorial da Carne, Anna Suñé, também apresentou a proposta de um Sistema Estadual de Identificação e Registro animal, que serviria de instrumento para a rastreabilidade bovina. A implantação deste Sistema visa diminuir os números assustadores que, de acordo com dados das inspeções federal, estadual e municipal, todo ano 500 mil animais são abatidos informalmente. Isso resulta num prejuízo anual para o Estado de 60 milhões. A rastreabilidade também contribui na organização e gestão das propriedades e na sanidade animal.


O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, na oportunidade, demonstrou sua preocupação com as questões legais, sugerindo que a Secretaria da Agricultura aguarde a publicação das instruções normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que o sistema estadual não fique em desacordo com o previsto na legislação federal.


Já ao discutir a elaboração do projeto de lei que cria o fundo e o instituto estadual da carne, os membros da Câmara Setorial definiram que antes de enviar o projeto à Assembleia Legislativa, seja realizado um seminário, ainda este mês, para a apresentação de diferentes modelos de fundos e institutos. Para o secretário da Agricultura, a constituição de um fundo público, pensando em políticas de Estado, paralelamente à criação de um instituto privado para executar as políticas de estímulo ao setor, se configura na melhor forma de gestão de recursos para a organização e fortalecimento da cadeia produtiva, visando principalmente o aumento da produção e a renda do produtor.


Participaram da reunião o secretário adjunto da Agricultura, Claudio Fioreze, o coordenador geral das Câmaras Setoriais, Milton Bernardes, representando o Ministério da Agricultura, Roberto Schroder, o vice-presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Weber, e o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado (Sicadergs), Ronei Lauxen, além de representantes de associações de produtores e instituições de ensino e pesquisa.


Redator: Secom



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