Ter�a, 07 de julho de 2026, 00:35h
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O Governo Estado envia ainda esta semana à Assembleia Legislativa (AL) Projeto de Lei instituindo a rastreabilidade bovina. Pesquisador da Estação Experimental de Lages (Epagre-SC) - órgão semelhante à Fepagro e Emater-, o doutor e engenheiro agrônomo Cassiano Pinto aposta na medida gaúcha. Aconselha a ir em frente com a instituição de uma política pública, encarar a pecuária de corte como atividade fundamental, valorizar a base de pastagens naturais que conserva o solo, água e a biodiversidade, diferenciando o produto para exportação. Em SC, os quatro milhões de cabeças de gado estão rastreados. Desde 2008 em operação, o sistema é tido como consolidado.
Executado pela Defesa Agropecuária e pela Companhia Integrada Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), também é obrigatório e custeado pelo governo estadual, a exemplo do projeto de lei gaúcho que deve ir à Assembleia Legislativa ainda esta semana.
Segundo o pesquisador, os próximos passos são ofertar carne de qualidade e aumentar a produção.
As principais vantagens apontadas por ele dizem respeito à manutenção do status sanitário, de livre da aftosa sem vacinação. "A entrada e a saída de animais ficam mais controladas, o que reduz o abate clandestino", afirma. Exigente quanto à sanidade, o Japão, por exemplo, importa carnes suína de Santa Catarina. "A rastreabilidade consolidada e o status sanitário representam conquistas que enquadram o estado nas normas mais elevadas de organismos internacionais como os da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE)", concluiu. Cassiano Pinto foi um dos painelistas do Seminário o Pampa e o Gado, realizado no município de Lavras do Sul.
Redator: Emater/RS
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