Segunda, 06 de julho de 2026, 03:18h
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Morador do Assentamento Conquista da Liberdade, em Piratini, Marcelo usará o recurso na produção de licores artesanais
Quinze alunos tiveram projetos selecionados por meio de uma iniciativa que visa a permanência do jovem no meio rural
Uma parceria entre a Escola Técnica Estadual de Canguçu (ETEC) e o Instituto Souza Cruz disponibilizou aproximadamente R$ 46 mil e netbooks para 15 alunos. O incentivo é destinado à elaboração de projetos na área rural. Os beneficiados são concluintes do curso Técnico em Agricultura, na modalidade subsequente e a iniciativa busca desenvolver a capacidade de empreendedorismo dos alunos, garantindo a permanência do jovem no campo.
Desenvolvido em duas fases, o programa Novos Rurais é mantido pelo Instituto Souza Cruz. Segundo o diretor da ETEC, o professor Antônio Maia, a parceria firmada com a escola é inédita no Estado. “Até o final deste ano, estaremos muito próximos desses alunos, auxiliando e garantindo que tudo seja executado da melhor maneira possível”, diz.
Os 15 projetos selecionados abrangem as áreas de fruticultura, agroindústria, artesanato e criações. “Há uma diversidade de projetos, mas todos estão voltados à sustentabilidade. Podemos citar o artesanato em porongos, uma minipadaria e a criação de ovinos, com beneficiamento da pele”, explica a professora Sandra Penning, responsável pelo desenvolvimento do projeto na escola. A professora – que realizou um trabalho voluntário – destaca um dos fundamentos da iniciativa: a permanência do jovem rural no campo. “Também é um incentivo da diversidade na produção. Com isso, as famílias não ficam presas a uma única cultura”, explica.
Além dos R$ 3 mil, cada aluno recebeu de presente um netbook, como forma de aprimorar o processo de gestão nos projetos rurais. Para o jovem Marcelo Becker, 16 anos, o recurso será importante na realização de um sonho compartilhado com a família: a produção de licor artesanal. Morador do Assentamento Conquista da Liberdade, no 2º distrito de Piratini, ele conta que a família já produz algumas variedades. “A produção já existe há dois anos. Mas agora pretendo padronizar o produto”, relata Marcelo, que produzirá licor de laranja, uva, jaboticaba e pitanga.
A influência familiar também foi decisiva na escolha de Thomas Morello, 17 anos. Morador da Colônia Santa Maria, 7º distrito de Pelotas, o jovem conta que seus pais já produzem vinho há 12 anos. Agora, ele pretende aumentar a produção da variedade bordô e dar continuidade ao trabalho junto à família.
A entrega dos cheques e dos netbooks ocorreu no auditório da ETEC, com a presença de alunos, professores e representantes do Instituto Souza Cruz.
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