Segunda, 06 de julho de 2026, 02:26h
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Na última semana, foram encerradas as duas etapas do 1º Curso de Qualidade para Transportadores de Leite realizado na fábrica da Cosulati do Capão do Leão. O evento foi uma idealização da Cooperativa, em parceria com o Laboratório de Qualidade do Leite (Lableite) da Embrapa Clima Temperado para capacitar e conscientizar os transportadores na execução de seu trabalho. O treinamento teve início em agosto e visitou as quatro Unidades da Cosulati receptoras de leite na região.
O curso instruiu os mais de 60 profissionais presentes sobre seu papel fundamental em prol do setor leiteiro. O transportador é a segunda pessoa a ter contato com o leite da cadeia produtiva, e o único representante da empresa a ter relação direta com o produtor. “Os transportadores são a imagem da Cosulati lá fora”, explica a responsável técnica pela indústria, Clarice Carriconde.
Desde 1992, com o surgimento de seus laboratórios em pesquisa do leite, a Embrapa tem uma preocupação especial com a região Sul. Por isso, a pesquisadora Maria Edi Ribeiro, acredita que uma das principais razões da parceira entre a Empresa e a Cosulati é o compromisso com a sociedade. A pesquisadora ressalta a importância da capacitação dos profissionais para assegurar a qualidade do produto. “Isso evita que as fraudes aconteçam”, esclarece.
Depois das denúncias de fraudes no setor leiteiro, a rotina de coleta de amostras e análises da Cosulati foi intensificada. Obrigatoriamente, garantida pela normativa 62 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), são necessárias a coleta de três amostras mensais para exame. Entretanto, a Cosulati sugere que os transportadores façam o acompanhamento diário do tanque. São realizados, também, os procedimentos de coleta na propriedade do produtor e quando o tanque chega à fábrica. “É importante para identificar o agente causador”, comenta Clarice. São executados mais de 12 testes nos tanques de leite antes de passá-los aos resfriadores.
Outra norma da empresa é a penalização dos transportadores, quando há incidência de fraude inexplicável. “Um problema compromete três mil litros de leite e todos saem perdendo, produtor, Cosulati e consumidor”, lamenta Clarice. O prejuízo, nesses casos, é de quase 2.500 reais.
O transportador Uebster Vilela, de Canguçu, reconhece a responsabilidade do seu trabalho para a cadeia produtiva do leite se diz tranquilo com a inclusão de coletas diárias. “É necessário fazer a turma entender que quanto melhor fizer seu trabalho, melhor para todo mundo", conscientiza.
Redator: Assessoria de Imprensa
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