Domingo, 05 de julho de 2026, 13:46h
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Vacinar o rebanho continua sendo a alternativa mais eficaz para evitar a perda de animais em decorrência da raiva herbívora, uma doença que não tem cura e causa a morte. Quem explica é o assistente especial da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Sérgio Pasa.
No começo deste mês, foi detectado um foco de raiva na localidade de Florida, no 2º Distrito. Durante uma interiorização da Inspetoria Veterinária, um produtor entrou em contato com a equipe, informando a suspeita da doença em um de seus animais. “Na mesma hora o médico veterinário foi até a casa do produtor, orientou e confirmou que os sintomas eram mesmo da raiva”, explicou Pasa.
O assistente especial da Seapa falou que como os sintomas eram bastante evidentes, o animal foi sacrificado e foi coletada uma amostra para exame de laboratório. O resultado da análise, de fato, sustentou as suspeitas. A confirmação reforçou o alerta para os produtores do município. Pasa esclareceu que os criadores devem informar à Inspetoria Veterinária sobre a existência de furnas e refúgios de morcegos nas propriedades. Outra medida importante, segundo ele, é a vacinação dos rebanhos. “O produtor deve ter consciência de que uma junta de bois custa até três mil, enquanto a vacina contra a raiva é vendida por menos de um real. O custo benefício é muito grande”, avaliou.
A raiva dos herbívoros
A doença é transmitida pelos morcegos ao morderem animais domésticos, silvestres e até mesmo o homem. É chamada “raiva dos herbívoros” quando ocorre nos bovinos, equinos, ovinos ou caprinos. A doença não tem cura e causa a morte.
O controle populacional de morcegos
Os morcegos são protegidos por lei e somente pessoas autorizadas podem capturar esses animais. O Serviço Veterinário Oficial é o órgão responsável pela captura e pela aplicação de vampiricida, que leva o morcego à morte por hemorragia.
Refúgios mais comuns dos morcegos
Os morcegos hematófagos – aqueles que se alimentam de sangue – costumam habitar troncos de árvores, cavernas, fendas de rochas, furnas de chão, túneis, casas abandonadas, poços d’água, telhados, porões e pontes.
Vacinação dos animais
Os animais devem ser vacinados e revacinados após 21 dias da primeira dose. Depois, a vacina deve ser aplicada anualmente.
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