Domingo, 05 de julho de 2026, 11:52h
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A necessidade de efetivar política industrial para fertilizantes foi um dos resultados da audiência pública realizada na terça-feira (26), na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. A reunião, que tratou da produção de fertilizantes e insumos agrícolas no país, foi proposta pelos deputados Afonso Hamm (PP-RS), Josias Gomes (PT-BA), Eduardo Sciarra (PSD-PR), Valmir Assunção (PT-BA) e Luci Choinacki (PT-SC).
Um dos resultados do encontro foi a proposta de realização de eventos regionais para debater a instalação de fábricas de fertilizantes. Hamm comentou sobre a possibilidade de produção desses aditivos agrícolas a partir do enxofre gerado em termelétricas a carvão mineral. Segundo o deputado a cadeia do sulfato de amônia pode ser utilizada para fazer fertilizantes e essa possibilidade tecnológica será importante para todo país, em especial para os estados do Sul, que importam parte da energia que consomem. “O Rio Grande do Sul compra 65% do que necessita, e no verão chega a 80%. Podemos gerar energia firme e produzir fertilizantes com os rejeitos”, defende.
Utilização
Conforme o deputado, existem cinco plantas industriais de uma empresa que detém patente e que utilizam essa tecnologia, nos Estados Unidos, Polônia, China e Alemanha. A técnica consiste em combinar o enxofre produzido pela queima do carvão mineral com amônia. “Ao invés de utilizar calcário para fazer neutralização desse enxofre, usa-se a amônia como reagente. E, assim, resultaria o sulfato de amônia, produto utilizado na fertilização do solo”, relata.
De acordo com o deputado, em Candiota, somente em uma planta termelétrica a carvão mineral com capacidade de 600 mw e que está cadastrada no leilão de energia A-5 do dia 13 de dezembro. A capacidade de produção é de 184 mil toneladas de sulfato de amônia ao ano ao preço de venda de 320 dólares/tonelada.
Atualmente, o Brasil importa 78% dos fertilizantes que consome. No entanto,de acordo com um dos palestrantes da audiência, secretário-adjunto de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério das Minas e Energia, João José da Mora Souto, essa dependência vai cair para 53% nos próximos cinco anos, tendo em vista que nesse período quatro novas fábricas de fertilizantes nitrogenados vão entrar em operação no país.
O assunto também foi abordado pelo pesquisador da Embrapa Solos, José Carlos Polidoro e diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas do Ministério da Agricultura, Girabis Evangelistta Ramos.
Redator: Assessoria de Imprensa
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