S�bado, 04 de julho de 2026, 07:09h
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Luciane Bastos explica que escolas onde ainda não ocorreu a vacinação serão atendidas nos próximos dias
Município tem até o próximo dia 10 para concluir a campanha. Conforme dados divulgados no início da campanha, cerca de 1,3 mil meninas estão aptas a receber a vacina
Mais de 700 meninas, com idades entre 11 e 13 anos, já foram vacinadas contra o papilomavírus humano (HPV), agente responsável pelo câncer de colo de útero. Os dados referentes ao município de Canguçu foram divulgados no início deste mês pela secretária de Saúde, Luciane Bastos, e pela enfermeira Vanise Nunes, responsável pelo setor de imunizações. Em entrevista à Rádio Liberdade AM, as profissionais da Saúde afirmaram que não foi registrada recusa ou incidente grave envolvendo a vacinação. Em Pelotas, a campanha chegou a ser suspensa devido a possíveis reações adversas provocadas pela vacina, o que gerou dúvidas na comunidade local. “Pelotas, por um excesso de zelo, suspendeu a campanha porque o lote da vacina que eles tinham era exatamente o mesmo que foi feito em alguns municípios e provocou reações graves”, afirmou Vanise, ressaltando que Canguçu não recebeu o mesmo lote que o município vizinho.
Conforme Luciane, toda a vacina pode provocar algum tipo de reação, dependendo do organismo de quem a recebe. “Mas, em milhares de adolescentes vacinados, poucos casos registraram algum tipo de problema e, ainda assim, foram prontamente atendidos”, explica. Já foram vacinadas 736 meninas de escolas do interior, onde a campanha foi concluída. Na cidade, até o fechamento desta edição, ainda faltavam ser vacinadas as alunas do Colégio Aparecida, escola João de Deus Nunes e Irmãos Andradas, o que deve ocorrer nos próximos dias.
O único caso de reação à vacina foi o de uma menina do 4º Distrito, que desmaiou. Segundo Vanise, a reação pode ter ocorrido mais pela tensão da adolescente do que por algum componente da fórmula. Ela explica que o HPV é transmitido através do contato direto com a pele ou mucosa infectada. Além de provocar o câncer de colo de útero, o vírus também é responsável pelo Codiloma, uma doença sexualmente transmissível. De acordo com a responsável pelo setor de imunizações, não há motivo para acreditar que a vacinação das adolescentes estimulará o início precoce da vida sexual. “Algumas pessoas podem dizer “minha filha tem 11 anos e não está nem pensando em ter uma relação sexual”. Mas é justamente por isso que estamos vacinando essas meninas que ainda não tiveram uma experiência sexual, para se prevenirem. Não quer dizer que as demais não devem ser vacinadas. Porém, quem já adquiriu o vírus não resolverá o problema com a vacina”, finalizou.
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