S�bado, 04 de julho de 2026, 00:31h
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Sessão com três horas de duração discutiu as acusações do vereador Marcial Guastuci (PMDB)
Maçante, repetitiva e certamente a mais longa da história do legislativo. Assim foi a audiência pública requisitada com o objetivo de responder às acusações que partiram do parlamentar Marcial Guastuci (PMDB). Em 24 de abril, ele usou a casa para denunciar que o medicamento Carbamazepina, usado para pacientes que sofrem de convulsão, não fazia o efeito esperado, sendo, inclusive, responsável pelo retorno das convulsões em um usuário menor de idade.
Na terça-feira (13), durante três horas, pôde-se observar ânimos exaltados, troca de acusações, bate boca e discursos com finalidade de medir forças entre situação e oposição. No meio, participando do fogo cruzado, estavam a responsável pela Farmácia Básica de Piratini, Chana Espindola, o integrante do setor de licitações da Prefeitura de Piratini, Jean Soares, o secretário de Saúde, Diego Espíndola e a representante da Vigilância Sanitária Estadual, Márcia Andrade.
Todos estavam munidos de documentos e dados para destruir os argumentos do denunciante, que acusa de falsificação ou adulteração de medicamento, o Laboratório Sanval, fabricante do remédio em questão, e a prefeitura de negligência, já que esta teria sido comunicada pelo pai do garoto sobre o problema.
Questionamentos com relação à demora em denunciar, mesmo após estar de posse do laudo feito em setembro do ano passado, e da eficiência e autorização do laboratório Pró-Ambiente, que analisou os comprimidos, surgiram. O vereador do PMDB ainda afirmou que os medicamentos analisados foram retirados na farmácia do município.
“No laudo, apresentado pelo vereador, não há a data de fabricação e nem o número do lote do medicamento, o que é regra nesses casos. Também o laboratório Pró-Ambiente não está entre os dois credenciados no RS pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com autorização e capacidade para fazer esse tipo de análise “, disse Chana Espindola, que concluiu. “O Pró- Ambiente, de Porto Alegre, é credenciado pelo Ministério da Agricultura e está habilitado para testar e fazer análises de medicamentos para animais, portanto de uso veterinário”. Segundo a farmacêutica, há muitas dúvidas em torno da referida análise. Uma delas é que nada prova que a amostra testada foi mesmo entregue na Farmácia Básica.
O secretário, Diego Espíndola, disse: “cobro mais responsabilidade na divulgação de informações como esta. Da forma como foi conduzido o episódio, mesmo sem qualquer comprovação de fato, provocou terrorismo na população”.
Já Marcial Guastuci reafirmou que o secretário tinha ciência do problema, pois foi avisado pelo pai do menor. “Tenho fatos e provas. Não retiro um milímetro sequer do que disse. Entendo que comprovei a irregularidade e isso servirá como o pontapé inicial para um processo instaurado pela Polícia Federal.”
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