Quinta, 02 de julho de 2026, 10:54h
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Os registros dos casos de dengue contraídos no Estado neste ano estão 80% menores em relação ao mesmo período em 2013. Foram 45 casos confirmados em 2014 ante 229 no ano passado. Apesar da redução, a recomendação da Secretaria Estadual da Saúde (SES) é de que a população continue atenta às medidas preventivas, mesmo agora no inverno, época de menor incidência da doença.
A queda nas temperaturas diminui a atividade do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Desde o início de maio, apenas um novo caso de dengue contraída no RS (autóctone) foi registrado. A partir disso, foram confirmados apenas casos importados, somando no ano 33 casos da doença contraída em outros Estados. No ano passado, não foram registrados novos casos autóctones a partir de julho.
Contudo, isso não representa que os cuidados para preveni-lo não devam ser permanentes durante o ano inteiro. A conscientização por parte da população sobre como evitar ou eliminar o mosquito nas casas é fundamental para manter as notificações baixas.
Confira algumas dicas:
- mantenha a piscina tratada o ano inteiro;
- não acumule água nos pratos dos vasos de plantas. Encha-os com areia;
- mantenha desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises;
- guarde os pneus velhos sob abrigos;
- coloque embalagens de vidro, lata e plástico em uma lixeira bem fechada;
- limpe os bebedouros de animais com escovação;
- feche caixas d'água, tonéis e latões;
- guarde as garrafas vazias com gargalo para baixo.
Região Noroeste
Entre os casos autóctones, 35 deles ocorreram em Ubiretama, o que representa 77% do total (um caso era de um residente do município vizinho de Cerro Largo). O município da Região Noroeste vinha apresentando casos autóctones de dengue desde 2010. Contudo, neste ano, a proliferação foi maior.
A partir do volume expressivo no registro, o governo do Estado, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde e da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde, trabalharam em conjunto com a administração municipal no controle da doença. O apoio foi com ações de campo, como a utilização de viatura com UBV (o fumacê) para combater o mosquito nas regiões com casos, desde as primeiras confirmações.
Apoio aos municípios
O reforço à vigilância do vetor da dengue integra o programa Verão numa Boa do governo do Estado. Nesta última edição, foram investidos R$ 3,2 milhões em 157 municípios, o que representou cerca de R$ 600 mil e 31 municípios a mais do que na temporada anterior. O recurso visa à intensificação das ações de prevenção e controle do mosquito, priorizando a ampliação da estrutura (como equipamentos e viaturas) e ampliação das equipes de campo.
Foram priorizados os municípios infestados pelo inseto, os que tiveram registro de circulação da doença nos últimos anos e os de fronteira internacional ou com variação populacional sazonal (como praias e balneários).
Rede de laboratórios
Um dos fatores para a queda nos casos é a ampliação da identificação dos focos do mosquito. Para isso, 21 novos laboratórios que realizam a identificação das larvas do inseto foram abertos ano passado por meio de incentivos do Estado, passando a 79 o número de locais que fazem esse trabalho. Assim, ações de prevenção puderam ser desenvolvidas antes que a doença se proliferasse.
Além das unidades municipais, intermunicipais e regionais, o trabalho também é feito no Laboratório Central do Estado (Lacen/RS), que ainda capacita os profissionais e coordena o trabalho junto ao Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). No ano passado, ao todo, os laboratórios do interior realizaram mais de 65,2 mil análises, enquanto o Lacen processou outras 20,7 mil amostras.
Redator: Assessoria de Imprensa
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