Ter�a, 30 de junho de 2026, 19:22h
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Os lourencianos mostraram-se mais uma vez solidários, em uma campanha para cadastramento de doadores de medula óssea. A ação, no calçadão central da cidade na segunda-feira (15), foi uma parceria entre o Hemocentro de Pelotas (Hemopel) e o gabinete da vereadora e presidente do Legislativo lourenciano, Carmem Rosane Roveré.
A campanha buscava pelo cadastramento de 100 pessoas que, voluntariamente, passam a fazer parte do cadastro nacional de doadores de medula. E com a boa aceitação da comunidade, rapidamente a meta foi atingida. “Este é o segundo ano que realizamos a ação e nos surpreende o entendimento que as pessoas estão tendo para a necessidade de ser um doador”, comenta a vereadora, satisfeita com a rápida aceitação da comunidade.
A ação integra a Semana de Mobilização Nacional para a Doação de Medula Óssea, de 14 a 21 de dezembro, criada pela Lei nº 11.930/2009, de autoria o deputado federal gaúcho Beto Albuquerque, que perdeu um filho para a leucemia. “Nós acompanhamos a situação do filho do Beto, recentemente o jovem Murilo aqui de São Lourenço também não conseguiu um doador e agora temos uma menina de um ano e meio lutando. E muitas vezes estes pacientes não encontram doador, morrem, pois as pessoas nem sabem da importância e a simplicidade que é doar”, justifica Carmem Rosane, ao falar da motivação para a ação.
Os lourencianos que se prontificaram a entrar para o cadastro doaram apenas 5 ml de sangue, uma pequena amostra que após análise, coloca o candidato a doador, que precisa ter entre 18 e 55 anos, em um banco de dados. “Quando houver um paciente compatível, o candidato a doar é comunicado. Ele passa por novos exames médicos e se for compatível, faz a doação da medula”, explica a enfermeira do Hemopel, Olívia Wise Faria. A cirurgia é simples, feita com uma pulsão para retirada de parte da medula e em 48 horas a pessoa recebe alta. “Todo o tempo fica com acompanhante em hospital de Porto Alegre ou Santa Maria.
E tudo é sem custos, coberto pelo SUS”, explica a enfermeira. Importância de doar Tornar-se um candidato a doador é simples, assim como o momento do transplante, rápido, simples e que em nada muda a vida do doador, apesar de salvar a vida do paciente.
A compatibilidade entre doador e receptor é de 1 para 100 mil, o que torna ainda mais necessária a compreensão dos cidadãos para a importância de se cadastrar como doador. “Quando é encontrado um paciente compatível, o candidato não é obrigado a doar, mas é importante que o candidato tenha a consciência de doar, pois já ocorreram casos de vidas perdidas pela desistência de um candidato”, comenta Olívia Faria.
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