Ter�a, 30 de junho de 2026, 05:06h
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O diretor-geral do Hospital de Caridade, Armando Morales, confirmou que foram feitas cerca de dez demissões na casa de saúde nesta semana. A medida era necessária há algum tempo, mas vinha sendo prorrogada porquê não há dinheiro para pagar as rescisões de trabalho e os direitos dos funcionários demitidos.
A crise financeira se agravou nos últimos meses. A instituição ainda aguarda a liberação de aproximadamente R$ 3 milhões do governo do Estado, verba oriunda de processos da Consulta Popular e de contratos assinados. Para cobrir as despesas, um empréstimo bancário no mesmo valor foi feito recentemente.
"Somos obrigados a demitir, não é uma vontade nossa. Vimos esta necessidade antes mesmo de assumirmos a direção da instituição, no período em que foi finalizada a intervenção realizada pela Prefeitura de Canguçu", disse o gestor, em entrevista à Rádio Liberdade AM na manhã de quinta-feira (26).
Estima-se que cerca de 160 funcionários foram contratados desde abril de 2013, quando ocorreu a intervenção do Poder Executivo na gestão do Hospital de Caridade. Os contratos incharam a folha de pagamento e as contas da casa dispararam.
"Não adianta de nada pedirmos ajuda e doações para a comunidade e esbanjarmos dinheiro. Estamos fazendo a nossa parte e cortando despesas. Onde tem três funcionários, estamos deixando dois ou um, sem que haja prejuízo à prestação do serviço."
Fonte: Canguçu Online
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