Ter�a, 30 de junho de 2026, 03:32h
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Conforme informações de um paciente que estava no veículo, o fato se deu porque os pneus estavam carecas
Na tarde de 26 de fevereiro, uma VAN da Secretaria de Saúde de Pinheiro Machado que retornava de Pelotas com vários pacientes, perdeu o controle quando passou em uma lâmina d’água que se formou sobre a pista em decorrência da água da chuva que escoa de um lado para o outro da rodovia. O veículo aquaplanou (quando os pneus perdem o atrito com o solo ao passar por um local umedecido, molhado ou aguado).
Conforme informações de um paciente que estava no veículo, o fato se deu porque os pneus estavam carecas. “Depois de dar varias voltas em cima do asfalto o motorista conseguiu estacionar de ré. Graças a Deus ninguém se feriu devido ao profissionalismo do motorista”, destacou o paciente.
Como dirigir em dias de chuva sem aquaplanar
No período de chuvas, um dos maiores cuidados que o motorista deve ter é com a aquaplanagem. O deslizamento do carro sobre a camada de água, normalmente ocasionado pelo desgaste e perda de tração dos pneus, pode alterar a trajetória do carro e até causar um acidente.
Uma das principais regras para evitar esse tipo de transtorno é ter atenção redobrada com os pneus e nunca rodar com eles carecas. Os sulcos dos pneus são responsáveis pela drenagem da água no asfalto. “No caso de chuva, a pouca ou nenhuma profundidade dos sulcos compromete o escoamento da água que fica entre o pneu e o piso, o que aumenta significativamente o risco de aquaplanagem e a perda do controle da direção”, diz o gerente geral de engenharia de vendas da Bridgestone do Brasil, José Carlos Quadrelli.
A profundidade mínima dos sulcos não deve ultrapassar a indicação TWI (Tread Wear Indicators), que são ressaltos da borracha. Isso garante a aderência dos pneus no asfalto e a segurança do motorista e passageiros. “Abaixo de 1,6 mm de profundidade, em qualquer parte dos sulcos, o pneu passa a ser considerado careca e, além de perigoso, é passível de autuação pelas autoridades”, ressalta Quadrelli.
Frisar os pneus, técnica conhecida como ressulcagem, não é recomendável. “Muitas vezes, quando os pneus atingem o TWI, alguns borracheiros aplicam a prática de ‘riscar´ ou ‘frisar’ o pneu. Consiste em redesenhar a banda de rodagem com lâminas quentes. Esta atitude é condenada pelos fabricantes, pois ao ter retirada parte da borracha que compõe sua estrutura, deixando por vezes a lona aparente, o pneu perde sua resistência, pode estourar em pleno movimento e compromete sua aderência com o solo”.
Manter os pneus com a pressão indicada pelo fabricante do veículo, ter os quatro pneus com a mesma medida e desenho, fazer o rodízio a cada 8 mil quilômetros e procurar trocar os quatro pneus juntos são outras dicas para conduzir um carro com segurança sob chuva.
Velocidade
Mas os motoristas não devem tomar cuidado apenas com a conservação dos pneus em dias chuvosos. É importante não trafegar acima de 80 quilômetros por hora. Ao dirigir nessas condições, se deve olhar pelo retrovisor e observar se consegue ver as marcas dos pneus na estrada. Caso não consiga vê-las, o risco de aquaplanagem é maior.
Se a aquaplanagem for inevitável, deve-se retirar imediatamente o pé do acelerador, não pisando bruscamente no pedal do freio e segurando firme no volante para manter as rodas retas. Quando os pneus retomarem o contato com o solo, se deve girar levemente a direção de um lado para o outro, para sentir que o veículo recuperou a aderência. Caso o carro possua freios ABS (que não deixa travar as rodas), se deve aplicar a força no pedal do freio, mantendo-o pressionado até o controle total do veículo.
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