Segunda, 29 de junho de 2026, 14:46h
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Prefeito rebateu as acusações de que o Poder Executivo teria abandonado a instituição
Em entrevista concedida à rádio Liberdade AM, no dia 23 deste mês, o prefeito Gerson Nunes se defendeu das acusações de que “O Poder Executivo teria abandonado o Hospital de Caridade de Canguçu (HCC)”, conforme disse o tesoureiro da casa de saúde, Mário Fonseca, na mesma emissora, no dia 27 de março.
Veja os principais trechos da entrevista de Gerson Nunes:
“Nunca fechamos as portas para o Hospital. Pelo contrário, estamos mantendo o repasse mensal de R$ 113 mil. Nós nunca dissemos que fizemos a intervenção para resolver os problemas do Hospital, mas nós o deixamos em situação melhor do que aquela que o recebemos.”
“Tivemos muita coragem de assumir o Hospital em uma situação caótica que estava. A população protestando na frente do Hospital, a UTI sendo fechada, o Pronto Socorro sendo fechado. A população pedia uma providência urgente, então, tomamos a providência e achamos a solução para um determinado momento.”
“Não tem prefeito na história do município que tenha feito tantas reuniões e corrido tanto pelo Hospital como eu fiz. Mas eu não tenho fábrica de dinheiro.”
Estado investiu R$ 4,5 milhões em um ano no HCC
“Em um ano, conseguimos buscar, junto ao governo do Estado, R$ 4,5 milhões para reabrir serviços que haviam sido fechados, como a UTI adulta, os dez leitos de Saúde Mental, as cirurgias eletivas e vários outros serviços que foram implementados nesse período.”
“O Hospital não pertence à Prefeitura. Depois da intervenção, reconquistamos a capacidade de compra do Hospital, fizemos a recomposição do quadro de servidores, renegociamos as contas de água e luz, recuperamos os serviços e, então, entregamos a instituição a quem lhe é de direito, que é a entidade mantenedora.”
“Os recursos para Média e Alta Complexidade (MAC) são de responsabilidade do Estado, não é da Prefeitura de Canguçu. A nossa obrigação é com a saúde básica. Não posso tirar recursos que são destinados para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para investir no Hospital de Caridade. Esta obrigação é do governo do Estado.”
“O Ministério da Saúde cobra que o município de Canguçu passe a atender, pelo menos, 50% da população com equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF), o que ainda não ocorre. É uma obrigação legal do município criar as equipes com agente de saúde, médico, técnico de enfermagem e dentistas para o atendimento à Atenção Básica (AB).”
Sobre a contratação de servidores para o Hospital
“Não coloquei o pessoal do PT a trabalhar no Hospital, como muitos dizem por aí. É mentira. Nunca interferi nas contratações. O Hospital contratou mais pessoas porquê estava oferecendo mais serviços. Posso dizer que não conheço todas as pessoas que foram contratadas, pois quem fazia as contratações era o gestor na época, o Beto Boemeke.”
“Nunca existiu influência política no Hospital (durante a intervenção), tanto que há funcionários que são filhos de pessoas fortemente ligadas a outros partidos políticos em Canguçu.”
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