Segunda, 29 de junho de 2026, 07:36h
Home Saude
Jorge Luís Belerano e Isídro Alessandro Alayo, dois dos três médicos cubanos que integram o Programa Mais Médicos em Piratini, compuseram a assistência durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores na terça-feira (2). Isto sensibilizou as bancadas a colocar na ordem de votação do dia o projeto do executivo 18/2015 elevando, por unanimidade, o auxilio moradia, que junto com o auxilio alimentação, totaliza o salário dos profissionais.
O auxilio moradia, que até então era de R$ 1.302,50, teve o acréscimo de dez VRMs (Valor de Referencia Municipal), o que aumentou a ajuda para R$ 1.823, 50. Soma-se ao novo valor o auxilio alimentação, que é de R$ 677,30, o que resulta em um salário final de R$ 2.500,80.
Ao manifestar-se sobre suas situações dentro do programa no que diz respeito ao salário, Alayo disse que, após prestar contas ao governo cubano, responsável por ficar com grande parte do que ganham, sobra muito pouco para sobreviverem. “Travamos uma luta quanto a isso, pois o que resta não dá para quase nada. Piratini é um município pequeno, mas tem um custo de vida muito elevado”, reclamou.
Para ele, criou-se uma ilusão muito grande com relação a atividade no Brasil, pois o padrão de vida de um médico brasileiro vai bem mais além do que é pago para participar do Mais Médicos. “Todos acham que aqui no Brasil nos é pago muito dinheiro. Entendo que o município deveria custear bem mais que o aluguel, transporte e alimentação. Há uma série de itens para os participantes que até certo ponto não foi cumprido com relação ao estipulado”, reclama.
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados