Domingo, 28 de junho de 2026, 22:54h
Home Saude
O Hemocentro de Pelotas esteve em Morro Redondo fazendo coleta de sangue na sexta-feira (26), durante todo o dia, junto ao prédio do Hospital Dr. Ernesto Mauricio Arndt. O Hemocentro é um departamento técnico da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), instituição vinculada à Secretaria da Saúde, e coordena a hemorrede pública gaúcha.
Conforme a assistente social do Hemopel, Giseli Pinto, doar sangue é simples, rápido e não dói. Todo ser humano em boas condições de saúde pode doar sangue sem qualquer risco ou prejuízo à saúde. “Se cada pessoa saudável doasse sangue pelo menos duas vezes por ano, não seriam necessárias campanhas emergenciais para coletas de reposição de estoques. O sangue não tem substituto e por isso a doação voluntária é fundamental”, explica.
Esta foi a segunda vez que o Hemocentro foi ao município, devido a pedido feito pela vereadora Angélica dos Santos Milech, objetivando aos moradores não precisarem se deslocar até Pelotas para doar sangue, doando no próprio município. “Poderemos agendar em seguida novas datas para virmos”, explica Gisele. Ela lembra, ainda, que a campanha desta vez foi razoável devido a vários acontecimentos no mesmo dia em Morro Redondo e por ter sido confirmado a ida somente no meio da semana. Mesmo assim, a assistente social agradeceu o apoio da comunidade que ajudou inúmeras pessoas que, no dia a dia, precisam desta doação. “Caso os moradores queiram formar grupos de voluntários, basta somente entrar em contato conosco, pois possuímos uma van, que vai e traz as pessoas até o Hemopel para doar e depois leva para casa”. O telefone para contato é (53)3222-3002. O Hemocentro está aberto em Pelotas de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, além do primeiro sábado de cada mês.
A assistente social comentou, ainda, que o Hemopel está precisando muito de doações porque, conforme dados atuais, a média esta abaixo do que seria preciso. “Seriam necessárias 100 doações por dia, mas estamos conseguindo apenas em torno de 60 doadores”. Ela lembra que, de uma pessoa, é coletado em torno de 470 ml de sangue que pode salvar até quatro vidas. O sangue coletado não pode ser usado na mesma hora, porque precisa passar por um processo de analise individualmente, verificando a tipagem sanguínea, testes de hepatite, HIV, sífilis, chagas e demais doenças que possam ser transmitidas, o que leva em torno de 48 horas. Caso aprovado, o sangue vai diretamente para o banco de sangue.
Para ser doador, é necessário estar em boas condições de saúde, portar documento oficial de identidade com foto e ter idade entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos precisam de autorização de pais ou responsáveis legais. É preciso pesar 50 quilos ou mais, não estar em jejum (mas sem alimentação gordurosa), ter dormido pelo menos seis horas antes da doação e não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação. Os intervalos para doação são de 60 dias para homens e de 90 dias para mulheres.
Alguns impedimentos temporários são gripe ou febre, gravidez ou até 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana, ter feito tatuagem ou acupuntura nos últimos 12 meses e exposição à situação de risco para a Aids (múltiplos parceiros sexuais, ter parceiros usuários de drogas). Alguns impedimentos definitivos são doença de Chagas ou malária, hepatite após os 10 anos de idade, ser portador dos vírus HIV (Aids), HCV (Hepatite C), HBC (Hepatite B), HTLV e uso de drogas injetáveis.
Uma pessoa pode precisar de sangue em casos de cirurgia eletiva (cardíaca, entre outras) e urgência e emergência (acidentes e perda de sangue). Nos casos de cirurgia, Gisele explica que, para todas elas é necessário bolsas de sangue, mesmo que os pacientes acabem não precisando.
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados