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A partir de setembro, as meninas de 9 a 11 anos que tomaram a primeira dose da vacina quadrivalente contra Papiloma Vírus Humano (HPV) devem retornar a um posto de vacinação para receber a segunda dose. A vacina protege contra dois subtipos de HPV, doença responsável por 70% dos casos de câncer do colo do útero e a terceira causa de morte de mulheres no Brasil.
Em São Lourenço do Sul, as equipes de saúde já estão entrando em contato com as escolas para novamente fazer a vacinação. “Mais uma vez nós optamos por fazer a vacinação nas escolas, pois tivemos uma boa adesão, e também para estabelecer o vínculo da educação em saúde”, diz a enfermeira Paula Soares, chefe do Setor de Imunizações da Secretaria da Saúde. Ela explica que, além da segunda dose, será oferecida a primeira dose para as meninas que estão entrando nesta faixa etária e também para aquelas que, por algum motivo ainda não fizeram a primeira. Além disso, as meninas de 12 e 13 anos também poderão receber a primeira ou a segunda dose, conforme cada caso.
São Lourenço do Sul tem 400 doses para dar início a vacinação. Paula diz que a Coordenadoria Regional de Saúde ainda não quantificou as meninas que deverão receber a imunização nos municípios, nem repassou as orientações para a campanha, o que deve ocorrer nos próximos dias. Porém, a orientação é para já iniciar o trabalho. Ela ainda orienta que pais entrem em contato com as escolas ou unidades de saúde para receber informações, tirar dúvidas e saber qual dia a escola da filha receberá as equipes de saúde.
A vacina contra o HPV é indicada para adolescentes de 9 a 13 anos com três doses. Após a primeira dose, a menina deve receber a segunda seis meses depois, e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira dose. Além do documento de identificação, o Ministério da Saúde recomenda que seja apresentado o cartão de vacinação. Paula explica que mulheres portadoras de HIV também receberão a dose e garante que não há contra indicação. Apenas para mulheres grávidas é que a imunização é interrompida e retomada após o parto, mesmo não havendo estudos que apontem risco.
Redator: Tradição Regional
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