Sexta, 26 de junho de 2026, 18:40h
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Desde o dia 29 de dezembro, os serviços da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central do Capão do Leão foram transferidos para a nova sede. Apesar da inauguração ainda não ter sido feita, e sem data para ocorrer, os atendimentos de urgência e emergência já estão disponíveis na nova estrutura.
O novo prédio entra em funcionamento após muitas polêmicas, dentre elas a interdição parcial da antiga Unidade, em setembro de 2015, feita pela Vigilância de Saúde em virtude do cumprimento das adequações de higienização e esterilização, segundo a notificação feita pela 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) na época. A Unidade atendia 100 pessoas por dia no município de 26 mil habitantes. A interdição foi motivada por denúncia do Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren).
Agora, a nova Unidade, para onde os serviços foram transferidos, conta com instalações modernizadas, abrigando 28 salas, dentre elas as de emergência, observação – adulta e pediátrica -, isolamento, esterilização, farmácia, triagem, consultório clínico, inalação, eletrocardiograma, sutura e curativos, consultório ginecológico e sala de raio-x. Esta última ainda sem funcionamento, aguardando a instalação dos aparelhos. Os atendimentos são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e Serviço de Atendimento Movél de Urgência (Samu). São cinco ambulâncias, dentre elas uma do Samu, em circulação, além de uma van que transporta pacientes diariamente para atendimentos especializados em Porto Alegre.
Antes da transferência dos serviços, a administração municipal foi procurada por veículos de comunicação que investigavam o estado das UPAs no Rio Grande do Sul. No entanto, o prefeito Cláudio Vitória assegura que houve um problema que poucos compreendiam. “Na época, a empresa ganhadora da licitação abandonou a obra. Não só essa [a obra da UPA], mas outras obras no município. Tivemos que entrar na Justiça e apurar os fatos para saber os porquês. Para nós, eles afirmaram que estavam abandonando a obra, com 95% da estrutura pronta, por conta de dívidas da própria empresa com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)”, explica.
Após o abandono, o prefeito explica que se procurou firmar um contrato com outro engenheiro, mas a falta de interesse era generalizada, uma vez que os profissionais se negavam a assumir apenas 5% do trabalho. Problemas com a engenharia elétrica e falta de mão de obra também atrasaram a finalização do serviço. Vitória afirma que, ao final da sucessão de impasses, o governo do Estado deve ao município cerca de R$ 1 milhão, referente aos procedimentos da UPA, aos medicamentos da Farmácia Básica e aos serviços da Samu e do Centro de Atendimento Psicossocial (Caps/Casa Vida).
Atualmente, a nova Unidade tenta se estruturar quanto ao quadro do corpo clínico, ainda defasado, e demais custos, como medicamentos, manutenção das salas e aparelhos. Para isso, seria necessário um repasse do governo do Estado avaliado em, aproximadamente, R$ 400 mil. Em reunião recente com o governador José Ivo Sartori, Vitória recebeu a proposta de R$ 200 mil em recursos para a Unidade, caso esta fosse referência em algum atendimento. Para a enfermeira que coordena o Samu na UPA, Simone Bayer, o foco de trabalho neste momento é a busca pela referência. Ela afirma que a demanda de atendimento à pacientes de municípios vizinhos é alta e que a Unidade se adequará em breve.
Agora, a UPA conta com os serviços de quatro enfermeiros e um médico a cada plantão de 12 horas, conforme a escala, para atendimentos clínicos e pequenas suturas. Disponível 24h, a estrutura diferencia-se também da sede antiga pelo fato de contar com duas entradas diferentes em sua fachada, uma para casos de urgência e outra para emergência. Em 30 dias, um balanço será feito para registrar números de atendimentos e investimentos no local. No primeiro dia de funcionamento da nova unidade, foram feitos oito atendimentos médicos, todos eles de pacientes oriundos de Pelotas.
Conforme explica a administração municipal, Capão do Leão conta também com referências em municípios como Rio Grande, Pelotas, Jaguarão, Bagé, Piratini e Pinheiro Machado, para onde os pacientes leonenses são encaminhados. O município possui hoje, além da UPA Central, as Unidades Básicas de Saúde Casabom, Parque Fragata, Campo do Estrela e Posto III.
Redator: Tradição Regional
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