Sexta, 26 de junho de 2026, 17:33h
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Água parada é o ambiente perfeito para a larva do mosquito Aedes Aegypti
Caso importado é monitorado pela Secretaria Estadual da Saúde
O Rio Grande do Sul tem mais um caso suspeito de zika vírus, segundo dado divulgado na quinta-feira (7) pela Secretaria Estadual da Saúde. É um caso importado, de alguém infectado fora do Estado, mas a Secretaria não confirma o município de residência do paciente.
Até agora, foram notificados 24 casos suspeitos de febre do zika vírus no Estado e nenhum confirmado.
Outros 1.277 casos de dengue também já foram confirmados, desde o ano passado. Oito em cada dez são de pacientes que contraíram a doença no RS. Municípios do Norte e Noroeste gaúcho, como Santo Ângelo e Ijuí, concentram a maioria das ocorrências.
Em Porto Alegre, a Secretaria Municipal da Saúde convidou para uma reunião, na tarde de quinta-feira, lideranças dos setores de hotelaria, clubes sociais e esportivos, táxis, transporte coletivo, Infraero, supermercados, agências de viagens, Correios, Estação Rodoviária e vários outros segmentos que podem ter atuação importante nas ações contra o mosquito transmissor. Serão apresentados os dados epidemiológicos, e informadas as formas de combate ao Aedes Aegypti.
Além destas duas doenças, a febre Chikungunya também tem 74 casos suspeitos notificados e quatro confirmados - de moradores de Bento Gonçalves, Erechim, Novo Hamburgo e Rio Grande. Os casos são considerados importados, com histórico recente de viagem para Bahia, Pernambuco e Maranhão. A Água parada é o ambiente perfeito para a larva do mosquito Aedes Aegypti.
Vírus Zika*
Foi identificado pela primeira vez na África, na década de 1940 e, desde então, ficou restrito a pequenas aldeias. Chegou a circular fora do continente africano, porém nunca de forma intensa. A partir do ano passado, depois da Copa do Mundo, começaram a surgir relatos de que o vírus teria chegado ao Brasil. Em maio de 2015 o Ministério da Saúde registrou os primeiros casos, porém como a doença não tem notificação obrigatória e os laboratórios não têm estrutura para fazer testes em todos, os registros são menores do que o número real de infectados.
Prevenção
Não existe vacina contra o Zika e o desenvolvimento deste produto pode levar mais de dez anos. Até lá, a única forma de prevenir é evitando o mosquito, destruindo os criadouros, as larvas e usando repelentes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu no começo do mês que não há impedimento para que grávidas usem repelentes, desde que estejam registrados na própria agência reguladora e que sejam seguidas as instruções do rótulo.
Estudos indicam que o uso tópico desse produto, ou seja, direto na pele, à base de DEET (o n,n-Dietil-meta-toluamida) por gestantes é seguro. A Anvisa alerta, no entanto, que tais produtos não devem ser usados em crianças menores de 2 anos. Em crianças entre 2 e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos.
Transmissão
Assim com o vírus chikungunya e o da dengue, o Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Cientistas já relataram um caso de transmissão da doença pelo sêmen e também registraram a presença do vírus no leite materno, porém, no momento, o Ministério da Saúde só reconhece a transmissão via mosquito. O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, disse que as mães que tiveram Zika podem amamentar seus filhos normalmente.
Foi registrada ainda uma transmissão do vírus por transfusão de sangue, de doador para receptor. O Ministério da Saúde diz que todas as formas de transmissão são alvo de pesquisa e que tudo ainda é muito recente e inédito, o que demanda estudos amplos.
*Com informações da Agência Brasil
Redator: Rádio Gaúcha
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