Sexta, 26 de junho de 2026, 16:15h
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Tecnóloga Simone Bento demonstra preocupação com o saldo negativo de R$ 800 mil com fornecedores e o pagamento do FGTS dos funcionários
Com apenas R$ 170 mil em caixa e na espera por mais recursos do governo do Estado, o Hospital de Caridade de Canguçu (HCC) renegocia dívidas em várias instâncias para manter as portas abertas. De acordo com a tecnóloga Simone Bento, que mostra afinidade com os números que rondam as contas do HCC, o saldo negativo com fornecedores é de R$ 800 mil.
O dado foi revelado durante a assembleia geral realizada na noite de segunda-feira (11), com a presença de cerca de 20 dos 85 associados, corpo diretor, autoridades e entidades do município. “Só podemos voltar a comprar dos fornecedores se pagarmos o valor em atraso. Esta é a realidade”, admite Simone.
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Uma das maiores preocupações é com a quitação de compromissos sociais, como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que há dois meses não é pago. O atraso na quitação do 13º salário de 2015, que venceu em 20 de dezembro, deve gerar uma multa na casa dos R$ 40 mil. O valor é proporcional aos 243 funcionários da casa. “Se não deixarmos em dia o FGTS, não conseguiremos receber novos repasses do governo do Estado, então, esta sempre é uma prioridade.”
Quando se atrasa o pagamento dos fornecedores, como clínicas, os títulos vão para o cartório de cobrança e, aí então, acarretam os juros. Por mês, são cerca de R$ 350 mil gastos em despesas com juros de bancos e protestos em cartório, conforme revelou a assembleia geral.
Dívida de parcelamento com a CEEE é de R$ 333 mil
A dívida de energia elétrica com a CEEE é de R$ 333 mil. O valor é referente a uma negociação em andamento que resultou no parcelamento de uma quantia maior. Com a Companhia, a conversa é mais flexível em relação ao que acontece com os fornecedores.
O pagamento de dois meses do primeiro acordo, cerca de R$ 20 mil, regulariza a prestação do serviço. Situação semelhante acontece com a Corsan para o abastecimento de água.
Recursos podem chegar
A sinalização de R$ 940 mil, feita pelo governo do Estado, no dia 8, por enquanto não passa de uma expectativa otimista a curto prazo. “Com todas as dificuldades que estamos enfrentando, aprendemos a só comemorar uma verba quando ela realmente entra na conta do Hospital. Antes disso, é precipitação”, confessa Raquel Canez, da comissão gestora.
Redator: Tradição Regional
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