Sexta, 26 de junho de 2026, 09:29h
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“É algo preocupante e que merece a nossa atenção extrema”. Assim resumiu o secretário de Saúde, Diego Espíndola, ao falar sobre o indício de epidemia da microcefalia, que vem causando tensão em todo o país.
Espíndola convocou uma reunião com agentes comunitários, epidemiológicos, um representante do Exército Brasileiro e a imprensa local para falar sobre a situação. A reunião, realizada no início da tarde de segunda-feira (1º) traçou metas para a prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, chikungunya e zika.
Recentemente, o Ministério da Saúde confirmou a relação do zika vírus com o surto de microcefalia no nordeste do país. A microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro da criança são significativamente menores do que o normal na mesma idade e sexo. Normalmente, a doença é diagnosticada no início da vida e ocorre quando o cérebro não cresce o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.
Segundo Espíndola, a prevenção é o melhor remédio para impedir um surto da doença no Estado. Os cuidados para impedir a proliferação do mosquito são basicamente com relação à água parada, onde os mosquitos se reproduzem e deixam as larvas. “Desde os vasos das plantas até pneus velhos podem ser criadouros dos mosquitos. É importante que a população não deixe água parada e monitore frequentemente estes locais”, alertou.
O secretário da Junta Militar de Piratini, Paulo Arino Vaz de Oliveira, solicitará que uma equipe do Exército auxilie nas visitas às residências. Em 45 dias, a ideia é visitar 5.924 residências da cidade e do interior, orientando os moradores sobre como prevenir a reprodução do mosquito.
Atualmente, o município tem 22 pontos estratégicos, que são frequentemente monitorados por servidores municipais. Uma reunião marcada para as 14h de quarta-feira (10), na Sociedade Recreio Piratiniense (SRP), debaterá o tema com o governo do Estado e representantes de diversos segmentos da sociedade piratiniense.
A reunião terá participação de agentes comunitários e epidemiológicos dos municípios de Pinheiro Machado, Pedras Altas, e, possivelmente, de Pedro Osório.
Redator: Tradição Regional
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