Quinta, 25 de junho de 2026, 03:04h
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A mudança no esquema vacinal desde janeiro deste ano, que encerrou com as campanhas de vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), tornando a vacina rotineira no calendário do público feminino, acabou reduzindo a procura pela imunização em São Lourenço do Sul, o que se repete em muitos municípios.
A enfermeira Paula Soares, chefe do Setor de Imunizações da Secretaria da Saúde, explica que não há mais as campanhas de vacinação em período pré-estabelecido e com grande divulgação, pois agora ela está inclusa no calendário de rotina.
Desta forma, as meninas, ao chegarem aos nove anos, devem ir, acompanhadas de responsáveis, a uma unidade de saúde para receber a imunização. “A procura realmente diminuiu muito. É uma doença gravíssima, é importante que as meninas façam a vacina”, lembra Paula, destacando que a vacina é muito cara na rede particular. “O SUS [Sistema Único de Saúde] oferece a vacina, não tem porque não fazer”.
Quando chegam aos nove anos, as meninas devem receber a primeira dose da vacina e seis meses depois, a segunda dose. Paula pede que, mesmo aquelas que ainda não receberam a dose, se dirijam aos postos, e as que não tomaram a segunda dose também, já que é fundamental completar o esquema vacinal para, de fato, ficar imune.
A vacina protege contra dois subtipos de HPV, doença responsável por 70% dos casos de câncer do colo do útero e a terceira causa da morte de mulheres no Brasil. O protocolo do Ministério da Saúde estabeleceu a vacina nas meninas ainda jovens, justamente para que elas fiquem imunes antes do início da vida sexual.
Redator: Tradição Regional
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