Quarta, 24 de junho de 2026, 17:05h
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Uma pesquisa de opinião foi suficiente para promover modificações no atendimento do Pronto Atendimento (PA), em Capão do Leão. A mudança partiu da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que, mediante resultados apurados, adotou novas ações com respostas positivas que estão refletindo diretamente na população que procura diariamente o PA em busca de auxílio médico, tanto na urgência como na emergência.
Desde a inauguração, ocorrida em março deste ano, a equipe técnica do PA vem trabalhando para melhorar a qualidade de atendimento à população. O prédio possui 1.112 m² de área e recebe cerca de 4 mil atendimentos, enquanto que a antiga estrutura recebia uma média de 1,8 mil pacientes.
De acordo com a secretária de Saúde, Rosa Beatriz da Silva Pinto, o aumento da demanda é causado pelo acolhimento aos pacientes de outras regiões. Até mesmo os moradores de Capão do Leão optam pelo PA, ao invés de irem a uma das cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS) disponíveis. “Desde que abrimos o novo Pronto Atendimento, procuramos melhorar nossa estrutura física e de atendimento. Percebemos que em horários de pico, das 17h às 23h, havia a necessidade de termos outro médico porque o fluxo de pessoas aumentou. E em casos de emergência, onde o médico tem que acompanhar o paciente até Pelotas, nós ficamos desprotegidos em relação ao atendimento, pois os pacientes ficam aguardando o retorno deste médico, que dura em média quase uma hora. Outra novidade será a partir do dia 1º de julho, quando implantaremos em nosso atendimento outro reforço para diminuir o tempo de espera, que será o ‘acolhimento’, realizado por um enfermeiro padrão de plantão que fará uma análise dos sinais vitais do paciente. Se for comprovada a urgência, este paciente será atendido imediatamente, diminuindo bastante a espera no local da recepção”, explica Rosa.
Para o atual responsável técnico pelo PA, o enfermeiro Jaques Boeno, esses frutos começaram a crescer com o trabalho da enfermeira Luciane Milgarejo, que há pouco tempo respondia pelo setor técnico do local. “O que está acontecendo no novo PA, e que vem dando certo, são frutos de um trabalho de equipe, que ouviu a voz da população e resolveu mudar o modo de se fazer saúde em Capão do Leão. Nosso objetivo é envolver todos os setores da saúde na humanização e no acolhimento ao ser humano”, disse Boeno.
De acordo com o prefeito Cláudio Vitória, há muito tempo que se tenta melhorar o atendimento no local, mas como os recursos estaduais e federais estão escassos, a administração segue fazendo o que está ao alcance. “Além dessas mudanças que foram imediatas, nossa maior luta é pra colocar o raio-x em funcionamento. Apesar de ter uma estrutura onerosa, prosseguiremos na luta e, provavelmente até o final do ano, estará instalado”, aponta Vitória.
Resultados da pesquisa
O diretor da Secretaria de Saúde do município, João Cândido, disse que essa avaliação melhorou significativamente em relação a anterior. “Estamos fazendo nossa parte e agradecemos a todos que trabalham na saúde. Estamos capacitando os servidores da área para que a cada dia nosso atendimento melhore ainda mais, sempre com respeito aos nossos pacientes”, pondera Cândido.
Dados da pesquisa sobre o atendimento no novo PA, realizada no início do mês de junho, apontam que 70,5% acham o atendimento da recepção bom, 16% médio e 13,5% ruim. Em relação ao atendimento médico, 77,5% acham bom, 11% médio e 11,5% ruim. Sobre o atendimento de enfermagem: 84% acham bom, 8% médio e 8% ruim. Em relação à limpeza do prédio, 79% acham bom, 13% médio e 8% ruim. Atendimento dos motoristas: 84% acham bom, 9,5% médio e 6,5% ruim. Atendimento dos vigilantes: 82% acham bom, 7% médio e 11% ruim.
Transporte de pacientes
Semanalmente, a Secretaria de Saúde de Capão do Leão tem efetuado o transporte de pacientes, tanto para consultas como para cirurgias em cidades que são referência ao município e que fazem parte da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS).
Na cidade de Piratini, por exemplo, são atendidos pacientes para dermatologia, urologia e ginecologia. Já em Rio Grande, são atendidos pacientes para traumatologia, neurologia e psiquiatria. E em Pinheiro Machado, são transportados de 10 a 12 pacientes, semanalmente, que são atendidos no Centro Regional de Oftalmologia.
Redator: Assessoria de Imprensa
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