Quarta, 24 de junho de 2026, 02:49h
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Mesmo com números elevados, não há motivo para pânico, esclarece enfermeira
Fechados os dados do mês de julho, os números apontam 145 casos de caxumba em São Lourenço do Sul. O levantamento foi feito entre os dias 7 e 31 de julho. Os números são altos, acima do comum, mas acompanham um crescimento no registro da doença como vem ocorrendo na região e no Estado.
Os casos foram registrados em entradas de pacientes no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia e nas Unidades Básicas de Saúde. A enfermeira Paula Soares, chefe do Setor de Imunizações da Secretaria Municipal da Saúde, detalha as faixas etárias com mais casos. No Rio Grande do Sul, o mais comum são casos na faixa dos 15 aos 19 anos e, em segundo lugar, entre 20 e 29 anos. Entretanto, em São Lourenço do Sul acontece o contrário: a faixa dos 20 aos 29 anos tem 54 casos, enquanto dos 15 aos 19 anos são 45 registros. Paula chama a atenção para esses números, justamente em idades de universitários, onde houve registros de surtos na Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e no Instituto Federal Sul-Riograndense (IFSul), onde muitos lourencianos estudam.
Ainda com relação aos dados, Paula diz que a Coordenadoria Regional de Saúde de Pelotas, que envolve 22 municípios, é a que mais tem registros de casos, acima até da Região Metropolitana. No entanto, a enfermeira acredita que se trata de organização na notificação e não um número real de doentes, principalmente numa relação populacional das regiões. Ainda que os números estejam altos, Paula diz que não há motivos para grandes preocupações, já que em São Lourenço do Sul não há registro de surtos em escolas ou em empresas, por exemplo. O que há são casos de transmissão familiar.
A enfermeira ainda ressalta que as faixas etárias com mais casos evidenciam uma falta de vacinação de parcela da população durante a mudança no esquema vacinal. Ela explica que, atualmente, as crianças com até cinco anos estão imunizadas e para essa faixa etária há apenas um registro de doença em São Lourenço do Sul. Portanto, a orientação é para que as pessoas confiram a caderneta de vacinação. Menores de 20 anos devem ter duas doses da Tríplice Viral e maiores de 20 anos uma dose. Em caso de dúvidas ou perda da carteira, a orientação é para a procura de esclarecimentos em uma das Unidades de Saúde, onde também são aplicadas as vacinas.
Redator: Tradição Regional
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