Ter�a, 23 de junho de 2026, 15:07h
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O governo do Rio Grande do Sul noticiou, no final de agosto, o repasse de R$ 190,7 milhões para a área da saúde, parte do valor destinado a hospitais filantrópicos e santas casas. Mas grande parte das instituições não foi contemplada com os pagamentos, como foi o caso da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul.
O presidente da Santa Casa, José Nei Pereira Lamas, revela que o atraso em repasses com a instituição só aumenta e já chega a R$ 5,5 milhões. Deste total, R$ 4 milhões são pagamentos não realizados de incentivos em 2015. Outros R$ 1,4 milhão são relativos a 2016.
As dívidas só não são maiores porque a Santa Casa entrou na Justiça, e agora o Estado está fazendo os pagamentos mensais, mas ainda assim não em sua totalidade. “Agora estamos recebendo, mas sempre fica, todo mês, alguma coisa para trás. Aí então informamos o juiz que faz o bloqueio das contas do Estado para recebermos”, detalha Lamas, dizendo não haver qualquer sinalização do governo para o pagamento dos atrasados.
Ainda que o momento seja delicado, o presidente comemora o fato de nenhum serviço ter sido afetado na Santa Casa. Para driblar as dificuldades financeiras, foram cortadas algumas despesas possíveis. “Nem demitir funcionários seria possível, pois não há dinheiro para pagar indenizações trabalhistas”, desabafa Lamas, citando um exemplo para explicar a situação, ainda que não seja essa a ideia da direção. “A situação é delicada e não se vê uma luz no fim do túnel”.
Redator: Tradição Regional
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