Ter�a, 23 de junho de 2026, 12:46h
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Durante todo o dia 23, o Hemocentro Regional de Pelotas (HemoPel) esteve em Morro Redondo realizando coletas de sangue junto ao prédio do Hospital Dr. Ernesto Maurício Arndt. A campanha foi promovida pela agência do Sicredi de Morro Redondo e pelo Juventus F.C., também de Morro Redondo. Cerca de 40 doadores participaram da causa e todos ganharam um adesivo pela passagem de 19 anos do Juventus e um brinde do Sicredi, inclusive sendo sorteada uma mateira entre todos os doadores.
Conforme a assistente social do HemoPel, Giseli Pinto, doar sangue é simples, rápido e não dói. Todo ser humano em boas condições de saúde pode doar sangue sem qualquer risco ou prejuízo à saúde. Se cada pessoa saudável doasse sangue pelo menos duas vezes por ano não seriam necessárias campanhas emergenciais para coletas de reposição de estoques. O sangue não tem substituto e por isso a doação voluntária é fundamental.
Essa foi a quarta vez que o HemoPel realizou ações no município, fazendo com que os moradores não precisem se deslocar até Pelotas para doar sangue. Segundo Giseli, “poderemos agendar em seguida novas datas para virmos ao município”. Ela lembra ainda que a campanha dessa vez foi razoável, mas desde já agradece o apoio da comunidade. “Vocês ajudaram inúmeras pessoas que, no dia a dia, precisam e muito desta doação”.
Giseli também colocou o HemoPel à disposição caso os moradores queiram formar grupos de voluntários, explicando que “basta somente entrar em contato conosco, pois possuímos uma van que busca e leva de volta as pessoas, do HemoPel até as suas casas”. O contato é feito pelo telefone (53) 3222-3002. O HemoPel fica aberto em Pelotas de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, além do primeiro sábado de cada mês.
Gisele comentou ainda que o Hemocentro necessita muito de doações, pois, conforme os dados atuais, a média está abaixo do esperado. “Seriam necessárias 100 doações por dia, mas estamos conseguindo apenas em torno de 60 doadores”, diz. A assistente social lembra que de uma pessoa é coletado em torno de 470 ml de sangue, o que pode salvar até quatro vidas. O sangue coletado não pode ser usado na mesma hora porque precisa passar por um processo de análise individual, verificando o tipo sanguíneo, testes de hepatite, HIV, sífilis, chagas e demais doenças que possam ser transmitidas pelo sangue, o que leva em torno de 48 horas para que então, caso aprovado, vá diretamente para o banco de sangue.
Confira o que é preciso para doar: estar em boas condições de saúde, portar documento oficial de identidade com foto e ter idade entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos precisam de autorização de pais ou responsáveis legais. É preciso pesar 50 kg ou mais, não estar em jejum, mas não ter ingerido alimentação gordurosa, ter dormido pelo menos seis horas antes da doação e não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação. Os intervalos para doação são de 60 dias para homens e de 90 dias para mulheres.
Alguns impedimentos temporários são: gripe ou febre, gravidez, até 90 dias pós parto normal e 180 dias pós cesariana, ter feito tatuagem ou acupuntura nos últimos 12 meses, exposição à situação de risco para a AIDS (múltiplos parceiros sexuais, ter parceiros usuários de drogas). Já alguns impedimentos definitivos são: doença de chagas ou malária, ter tido hepatite após os 10 anos, ser portador dos vírus HIV (Aids), HCV (Hepatite C), HBC (Hepatite B), HTLV e fazer uso de drogas injetáveis.
Pessoas podem precisar de doação de sangue em situações de emergência como acidentes e perda de sangue, ou em cirurgias eletivas (cardíaca, por exemplo), casos nos quais Gisele explica que é necessário ter bolsas de sangue à disposição, mesmo que elas não venham a ser utilizadas.
Redator: Tradição Regional
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