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Saúde

17-03-2017

Médicos do Hospital de Caridade de Canguçu paralisam serviços

Foto: Douglas Coelho Em ato de protesto, médicos reuniram-se em frente à casa de saúde

Categoria enfrenta a falta de pagamento e de melhores condições de trabalho; Apenas urgências e emergências serão atendidas


Os médicos do Hospital de Caridade de Canguçu (HCC) paralisaram os serviços no dia 9, quando terminou o prazo de 30 dias dado pelos profissionais à direção do hospital. A categoria enfrenta a falta de pagamento e de melhores condições de trabalho. Apenas urgências e emergências estão sendo atendidas. Em um ato de protesto, os médicos reuniram-se em frente à casa de saúde e cruzaram os braços.



No dia 25 de fevereiro, quatro cirurgiões já haviam paralisado as atividades e, no dia 2 de março, os dez médicos plantonistas que atuam na instituição também tomaram a mesma medida. Os profissionais enviaram ofício à direção lamentando o descaso da instituição com relação ao atraso nas remunerações e com a falta de medicamentos e equipamentos. Os médicos ressaltam que a falta de condições coloca em risco o exercício digno da medicina e, em especial, a saúde da população.


O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) reforça que a situação chegou a um patamar intolerável no que diz respeito ao descaso com a saúde. A entidade pede a compreensão da população de Canguçu nesse momento tão difícil e recomenda que o hospital seja procurado apenas nos casos de urgência e emergência.


Risco de colapso


A crise no hospital de Canguçu se estende há mais de 90 dias, quando os demais funcionários iniciaram paralisações no atendimento. Há risco até de fechamento do hospital, referência na região. No início de fevereiro, o Sindicato fez um alerta de que o quadro de saúde do município poderá entrar em colapso, e também denunciou o descaso da Prefeitura com a situação do hospital, que enfrenta greve de funcionários e está com a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) fechada desde agosto passado.


Em reunião com o prefeito Vinicius Pegoraro, a diretora do SIMERS, Gisele Lobato, reafirmou a importância de que o valor repassado pela Prefeitura à instituição seja reajustado. Atualmente, o montante é de R$ 238 mil mensais. O mínimo necessário para a cobertura dos serviços médicos é de R$ 370 mil mensais.


*Com informações do SIMERS


Redator: Tradição Regional



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