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Saúde

31-03-2017

Infecção por rotavírus continua elevada em Piratini

O verão de 2015 deveria ser de descanso e lazer para a professora Katiane Funari, 44 anos, que em férias partiu para o balneário Cassino onde a família possui uma residência.  Mas pouco antes de pegar a estrada ela passou a ter diarreia, o que é quase inadmissível para pacientes bariátricos, ou seja, que realizaram a redução de estômago como ela.


Foi o sintoma inicial daquilo que dias depois interromperia as férias de Katiane dado ao agravamento de seu estado de saúde. Ao partir de Piratini ela ainda não sabia que estava infectada por Rotavírus, vírus que  faz com que ainda pessoas hoje lotem a sala de espera do Pronto Atendimento do Hospital Nossa Senhora da Conceição.



“Como os sintomas não passaram procurei um médico no Cassino que após diagnosticar que eu estava com os vírus me colocou soro. Mas não foi suficiente. Meus cuidados na alimentação não adiantaram e meu estado debilitado me fez voltar pra casa”, relembra a professora. Já desidratada ela procurou seu médico que a internou. Soro e logo a seguir vômito. O cuidado na alimentação em nada adiantou e ela acabou retornando para Piratini. A seguir a internação dado a extrema desidratação. 


Em grande parte dos cinco dias em que esteve hospitalizada com tratamento a base de soro, os efeitos do Rotavírus a deixaram mais debilitada. “Muita tontura, dor no corpo, desânimo. A gente só quer estar na cama, é horrível”, reclama a Katiane que ainda teve mais dois infectados com o vírus na família.


Nossa reportagem procurou o doutor Gustavo Batista, que integra o corpo clínico do hospital local, para saber um pouco mais sobre esse vírus que acomete todos os anos uma parcela significativa de algumas cidades do Rio Grande do Sul. “Aqui em Piratini já mediquei 30 pessoas por dia em um único plantão e hoje terça-feira (28), de cinquenta pacientes que passaram pelo consultório até o meio da tarde no mínimo dez estavam com o vírus”, relata o médico.


Segundo Batista, o Rotavirus, que fica de 24 a 72 horas incubado no organismo é como se fosse uma virose comum, mas é um vírus que vai direto para o intestino provocando irritação intestinal, cólica abdominal, vômito, diarreia, febre e desidratação já que muito líquido é eliminado.


Tratamento


Conforme Batista, o tratamento é à base de analgesia, muita hidratação com água ou soro caseiro e alimentação leve, quando isso não é seguido à risca o quadro pode evoluir para uma infecção intestinal sendo necessário o uso de antibiótico.


O médico acredita que a água pode ser o problema. “Desconfio que a água daqui não seja muito boa, assim como também acredito que não é a de Pelotas onde há uma grande de incidência de Rotavírus. Já em Canguçu, onde também atendo são pouquíssimos os casos. Outra possibilidade é o calor que proporciona que alimentos como maionese, arroz e feijão fermentem muito rápido”, encerra.


Redator: Nael Rosa


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