Quinta, 18 de junho de 2026, 10:51h
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Com a reforma psiquiátrica em vigor há cerca de 20 anos, a luta contra a existência dos manicômios é um assunto que ainda precisa avançar. O fim dos “manicômios” ou “hospícios” é um embate que deu espaço às novas formas de tratamentos dos pacientes da saúde mental. Tantas conquistas acabaram por oficializar no Brasil a data de 18 de maio como o Dia da Luta Antimanicomial.
Quem passou pela rua General Osório, no Centro de Canguçu, na altura do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), naquele dia, viu a celebração organizada pelos profissionais e usuários do serviço no município. Eles se mobilizaram para festejar a data com uma programação especial com o objetivo de garantir o direito ao tratamento em liberdade.
Em Canguçu, o CAPS atende cerca de 150 pessoas mensalmente. São usuários de álcool e outras drogas, com idade a partir de 12 anos, que recebem atenção especial das 8h às 16h.
A equipe multiprofissional trabalha na lógica interdisciplinar e conta com assistente social, psicóloga, médico, técnicos de enfermagem e artista plástico. “Trabalhamos com os usuários de forma individual ou em grupo. O atendimento é para a pessoa e para o familiar, a partir de um plano terapêutico de tratamento. Não temos o modelo pronto, a gente se aproxima daquela pessoa e de sua família para tentar, de acordo com a sua necessidade, ver a forma como vamos conduzir o tratamento”, explicou a coordenadora Andréia Coelho. “Todas as pessoas podem ser tratadas em plena liberdade”, finalizou.
O CAPS também contou com uma programação intensa de arteterapia e debates sobre saúde mental.
Redator: Tradição Regional
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