Quinta, 18 de junho de 2026, 08:08h
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Completando seis anos de implantação em Arroio Grande, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) presta atendimento de urgência nas áreas de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, entre outras. O esforço dos profissionais que atuam no Samu é reconhecido como essencial pela comunidade, no entanto, o serviço de atendimento pelo 192 sofre alguns problemas no município.
Atualmente, a regulação do serviço para as cidades da região é realizado por Pelotas, o que ocasiona, na maioria dos casos, uma certa demora no encaminhamento da ambulância para as ocorrências. O Serviço funciona através de uma triagem da seguinte forma: o paciente liga para o 192 e será atendido por um telefonista; nesse momento, é importante identificar a cidade da qual se está falando; após uma coleta de dados, a ligação é transferida para um médico regulador que define a saída ou não da ambulância para o local.
A dificuldade envolvendo essa logística de atendimento está na demanda de tempo, já que muitos casos urgentes acarretam em grande demora na prestação do atendimento. O assunto tem sido pauta constante nas sessões do legislativo municipal, que, através dos vereadores, já promoveu audiência pública para apurar soluções para o problema.
Patrícia Boijink, que é coordenadora do Samu em Arroio Grande, destacou que outro problema enfrentado pelos atendentes é a considerável quantidade de ligações falsas que a regulação recebe, onde muitas vezes a ambulância desloca-se sem necessidade. A solução estaria em uma central regulatória em Arroio Grande, no entanto, Patrícia acredita não ser possível por questões financeiras, já que necessita de médico 24 horas, tendo aporte financeiro dos governos federal, estadual e municipal, o que se torna inviável.
Redator: Tradição Regional
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