Quinta, 18 de junho de 2026, 06:33h
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A situação dos médicos que atuam na Santa Casa de Misericórdia, pouco mudou, apesar de um acordo de confissão de dívida sobre remunerações atrasadas. A categoria voltou a ficar sem receber remunerações, conforme nota do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), enviado à imprensa. Desta vez, os valores relativos a abril e maio não foram quitados pela administração. Em abril passado, o atraso era relativo ao mês de março.
“O quadro indica que a situação do hospital é preocupante e a população pode ficar sem atendimento novamente”, diz a nota do Sindicato. Os médicos fizeram uma greve que durou 50 dias no primeiro trimestre do ano, que resultou no acordo de confissão de dívida, assinado em março, que parcelou os valores em atraso em 18 vezes.
A preocupação do Simers, que acompanha a situação, é de que o acordo não seja cumprido e que os médicos voltem a ficar com vários meses em atraso. Como parte do acordo, inclusive, os profissionais concordaram com uma redução de 20% nos vencimentos.
No início desta semana, o Comitê Consultivo de Gerenciamento da Crise da Santa Casa voltou a se reunir no gabinete do prefeito Rudinei Härter, quando vários assuntos relativos aos serviços prestados, salários atrasados, negociação de dívidas, repasses de recursos e regulação de atendimentos foram debatidos. Os funcionários também estão com salários atrasados e a administração da instituição está remodelando o quadro funcional e debatendo com os trabalhadores possível parcelamento dos valores atrasados.
Redator: Tradição Regional
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