Ter�a, 16 de junho de 2026, 14:59h
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Instituição pede uso racional dos serviços pela população e indica mudança no gerenciamento do hospital
A crise que atinge a Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul está baseada em vários aspectos, dentre eles, destaca-se a não percepção da mudança do modelo assistencial à saúde, onde a prioridade é o tratamento pré-hospitalar que age na prevenção da doença, e não a internação, sendo o hospital a parte final do sistema.
A evolução disso nem sempre é percebida pelos administradores, que são surpreendidos com um hospital vazio de pacientes e cheio de funcionários, sem receitas e com os custos fixos cada vez maiores. A falta de recursos muitas vezes impede uma atitude administrativa, que não vai ao encontro da vontade de muitos, mas são mudanças necessárias para adequar o hospital a uma nova realidade, independente de interesses de qualquer classe.
A sociedade pode dar a sua contribuição, fazendo um uso racional da instituição, utilizando a instituição somente quando necessário, e usando a Rede Básica de Saúde, que está muito bem instalada e funcionando no município.
A Santa Casa precisa passar por essa mudança para continuar sua jornada, que já dura 70 anos, dessa maneira alterações na forma de gerenciamento estão sendo feitas: a utilização de indicadores confiáveis que permitem tomadas de decisões mais precisas, criação de protocolos, rotinas e padronizações, treinamentos e avaliação constantes de resultados, são ações na busca do equilíbrio financeiro e da qualidade assistencial.
Atualmente, a administração do hospital é exercida pelo administrador e consultor Edemar Paula da Costa, que, juntamente com a equipe, já observa os efeitos organizacionais e a redução dos custos em mais de R$ 400 mil no último mês. Ainda não é o suficiente para o equilíbrio e outras medidas ainda deverão ser adotadas no decorrer do ano, passando pela redução dos custos e aumento das receitas, mas a estimativa é que em dois anos a situação se normalize.
“Sabemos que os números são negativos e não existe nenhuma fórmula mágica que possa reverter isso em curto espaço de tempo, exige um trabalho planejado a médio e longo prazo, que tornará possível sanar essa situação deficitária”, avalia Costa.
A Santa Casa se reorganizou para tentar mudar a situação que tem enfrentado, e José Ney Lamas, provedor da instituição e que também exercia a função de presidente-administrador, passou a atuar somente na Provedoria da Casa, representando a sociedade dentro do hospital.
Redator: Assessoria de Imprensa
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