Ter�a, 16 de junho de 2026, 02:39h




Galerias

Especiais

Jornal Tradição

II Caderno Especial Fenadoce 2019 2019/06

Receitas

Tabule

Assine


Home Saude

Saúde

04-08-2017

O apoio para o bem comum da amamentação

Foto: Anahí Silveira/JTR Enfermeira Jamila Vasquez palestrou sobre

Sete dias para promover atividades e desmistificar a amamentação por um ano inteiro. Essa é a Semana Mundial do Aleitamento Materno, criada em 1992, com foco na sobrevivência, proteção e desenvolvimento da criança. As estratégias para incentivar a amamentação estão relacionadas à saúde, como também à mortalidade infantil, com atividades que ocorrem em 120 países.


De acordo com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (Rede BLH), a Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação - WABA, define a cada ano o tema do período. Para este ano, “Trabalhar Juntos Para o Bem Comum” é a temática da Semana, que iniciou na terça (1º) e vai até a terça-feira (8). Para dar força ao movimento, começa também a campanha Agosto Dourado, mês dedicado ao incentivo à amamentação, instituído pela Lei Federal nº 13.435, de 12 de abril deste ano.



Em Pelotas, o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE/UFPel) participa da Semana, através de programação - com cursos, oficina e palestras - promovida pelo Grupo de Trabalho Iniciativa Hospital Amigo da Criança (GTIHAC). Durante todo o mês haverão cursos direcionados aos profissionais da saúde que atuam no Hospital, especialmente na área materno-infantil. A última quarta-feira (2), por exemplo, começou com uma Oficina de Sensibilização em Aleitamento Materno para a equipe de apoio administrativo do Hospital e seguiu, à tarde, com um ciclo de palestras, gratuito e aberto ao público em geral.


“Esse já é o segundo seminário em que trabalhamos com esse tema tão marcante. Desde o ano passado desenvolvemos atividades para a qualificação dos profissionais a fim de credenciar o HE como Hospital Amigo da Criança”, explica a enfermeira obstetra, Susana Cecagno. Segundo ela, diversas ações estão oferecendo subsídios técnicos aos profissionais para beneficiar os processos de trabalho, tanto no cuidado da mulher, quanto no neonatal.


Além da participação de agentes do programa Primeira Infância Melhor (PIM) no ciclo de palestras, profissionais do Hospital, alunos de graduação e pós-graduação, e professores da UFPel compõem o público das atividades ofertadas. “Haverá rodas de conversa com as equipes médicas, de enfermagem, da nutrição e psicologia, e também outros cursos, já que a meta até o final do ano é ter 75% da equipe capacitada”, adianta Susana.


As palestras da semana foram ministradas pela professora Ana Cláudia Vieira, sobre “Amamentação como Método de Alívio da Dor em Recém-Nascidos”; pela enfermeira Jamila Vasquez, sobre “Amamentação e Cuidado Puerperal”; e pela psicóloga Amanda Ferreira Leite, que falou do “Apoio Psicológico no Puerpério e Amamentação”. Amanda destacou fatores que interferem na amamentação e nem sempre recebem a mesma atenção dos aspectos físicos, por exemplo. “Existem as causas físicas, às vezes as mães têm mastite, fissuras, além de familiares, mas existem fatores psicológicos extremamente relevantes”, destaca.


A psicóloga, que atua na linha materno-infantil do HE, lembra ainda que o aleitamento materno costuma ser visto como instintivo, ou como natural. “De fato, nós somos mamíferos e temos esse preparo, mas psicologicamente não é assim. Uma das primeiras coisas é buscar compreender quem é essa mãe e por que ela não está amamentando. E se o profissional já tiver a postura de rechaçar essa mãe, ou de julgá-la, só dificulta ainda mais”, avalia Amanda, que cita a realidade brasileira em seus aspectos sociais, já que, segundo ela, mulheres com muitos filhos, baixa escolaridade e pouco poder aquisitivo, amamentam menos. “É uma mudança de cultura, não só das mães, mas dos profissionais, dos familiares, de procurar entender e dar suporte psicológico também, ter uma postura compreensiva, e não julgadora”, enfatiza a profissional.


Fernanda Prietsch, de 33 anos, é mãe da Melissa, de um ano, e conta que justamente esse apoio e acesso à informação foram fundamentais para o período do aleitamento. “Li muito e tentei tirar todas as minhas dúvidas com pessoas da área da saúde ou até mesmo pela internet. Quando minha Melissa nasceu, as enfermeiras deram muitas dicas para a pega correta, que é o principal para dar certo”, relembra.


Quanto às dificuldades, Fernanda menciona o cansaço, já que inicialmente os intervalos da amamentação são muito curtos. “A ajuda de pessoas próximas foi essencial nesse período e acho o aleitamento materno de extrema importância, já que, além de ter tudo que o bebê precisa, aumenta muito o vínculo entre mãe e bebê. É maravilhoso o tempo que passo com ela enquanto ela mama. Infelizmente, muitas pessoas desestimulam a amamentação, dando ‘conselhos’ para que haja introdução alimentar antes dos seis meses. Ou ainda depois que o bebê já come outros alimentos, dizem que a criança já está muito grande e não tem sentido algum continuar mamando”, aponta a mãe.


Dados irregulares no Brasil


De acordo com o relatório feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e divulgado pelo Portal G1, apenas 39% dos bebês brasileiros se alimentam somente com leite materno até os primeiros cinco meses de vida. Apesar de baixo, o índice é considerado regular. A amamentação até um ano apresenta uma melhora no índice nacional (47%), porém, o número vai para a metade (26%) quando se trata de amamentar até os dois anos. 


A OMS recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses, que além de alimentar e fortalecer o recém-nascido, previne a diarréia e pneumonia, que, segundo a entidade, são dois dos maiores causadores de morte em crianças. O aleitamento materno deve ser iniciado uma hora após o nascimento e se estender por até dois anos, sendo combinados diferentes alimentos.


Redator: Tradição Regional



O apoio para o bem comum da amamentação


Outras notícias desta editoria

Comentários (0)





Fechar  X

O apoio para o bem comum da amamentação





O Jornal Tradição Regional não se responsabiliza pelo conteúdo do comentário e se reserva ao direito de eliminar, sem aviso prévio ao usuário, aqueles em desacordo com as normas do site ou com as leis brasileiras.


Serão vetadas as mensagens que:


  • Não tratarem do tema abordado na notícia;
  • Sejam repetidas as enviadas pelo mesmo leitor, ainda que com outras palavras;
  • Tenham intenção publicitária, de propaganda partidária, eleitoral ou comercial;
  • Tenham conteúdo ou termos obscenos ou ofensivos;
  • Incentivem racismo, discriminação, violência, medo ou outros crimes;
  • Promovam participação de correntes, spams ou lixo eletrônico.


As opiniões expostas não representam o posicionamento do Jornal Tradição Regional, que não se responsabiliza por eventuais danos causados pelos comentários. A responsabilidade civil e penal pelos comentários é dos respectivos autores. O usuário tem ciência e concorda expressamente com a prerrogativa de restringir quaisquer conteúdos que violem ou que possam ser interpretados como violadores às disposições do presente instrumento.

Enviado com sucesso!

Em breve, o Jornal Tradição
Regional entrará em
contato com vocé.

ok

Fechar  X

O apoio para o bem comum da amamentação


Enviado com sucesso!

ok


Jornal Tradição Regional - O elo da notícia até você.

Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS

E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514

© Todos os direitos reservados