Segunda, 15 de junho de 2026, 06:04h
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Vice-prefeito e secretário de Educação, Gilson Gomes, falou sobre a situação que o município enfrenta
Minutos após nos receber em sua sala na Secretaria de Educação, Gilson Gomes, que também é vice-prefeito de Piratini, levou por volta de um segundo para responder, quando questionado se o transporte escolar de Piratini poderia ser classificado como um problema crônico.
“Concordo. Ele é crônico. Isso se arrasta há muito tempo, principalmente de outras gestões. Para que se tenha uma ideia, nós temos parcelamentos de dívidas com transporte que vão até o final do nosso mandato”, revelou o vice e secretário, sendo o primeiro da equipe de governo a admitir que ficaram restos a pagar do governo passado. “São quase R$ 600 mil em atraso, que agora são nossos compromissos”, amplia.
Existem dias em que é uma confusão na secretaria. Batendo a porta, Gomes ou inquerindo seus assessores, pais indignados porque os filhos não frequentam o colégio há dias. Os próprios alunos de idade mais avançada externando que estão perdendo aulas e diretores pedindo uma solução para veículos locados, que naquele dia ou até naquela semana não apanharam os estudantes.
Para justificar tantos problemas, o secretário admite: A frota do município está sucateada. “Recentemente abrimos processos licitatórios para comprar três ônibus e não obtivemos êxito. Uma empresa venceu, mas apresentou problema na documentação e numa segunda licitação não apareceram interessados. Vamos continuar tentando, até por que, caso fracasse um terceiro processo, podemos tomar outro tipo de atitude” explicou.
Piratini atualmente tem 48 linhas operando no transporte de alunos, sendo 18 do município. Terceirizados, ou seja, aqueles veículos que pertencem a empresas são 30. Gomes admite que tem empresários no momento que não estão recebendo pelo serviço que prestam, mas que não há nenhuma linha está parada dado ao diálogo com os proprietários. “Temos e queremos pagar, ampliar a frota própria e reduzir custos para oferecer um transporte de qualidade”, diz.
Mas a situação mais complicada, na visão de Gomes, é o convênio com o Estado. Ele explica que a Secretaria Estadual de Educação repassa para que os municípios transportem alunos da rede estadual, sempre baseado no número de matrículas existentes e tendo como base o senso anterior. Assim, municípios onde os veículos rodam, por exemplo, 15 quilômetros e consequentemente gastam menos combustível, recebem o mesmo valor que Piratini, que chega a viajar até 120 quilômetros para deixar o estudante em casa. “Já alertei a Secretaria em Porto Alegre e Coordenadoria em Pelotas sobre o assunto”, conclui.
Neste momento há na Assembleia Legislativa, tendo o deputado estadual Adilson Troca como principal defensor, uma Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Escolar.
Redator: Tradição Regional
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