Segunda, 15 de junho de 2026, 02:52h
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Em reunião na segunda-feira (25), no Gabinete do prefeito Henrique Pereira, onde participaram o executivo municipal, a coordenação da Santa Casa e da 3ª Coordenadoria Regional da Saúde, foi pactuado que o município continuará realizando partos, através do hospital, tranquilizando as gestantes da cidade.
O prefeito foi enfático ao dizer que as gestantes arroiograndenses terão seus filhos na cidade e que o município irá lutar para se transformar em referência na realização de partos na Região Sul. “Não temos só a privilegiada localização geográfica por estarmos no centro da Microrregião, mas, principalmente, pelas condições de infraestrutura do nosso hospital. Se forem necessárias algumas adequações, a Prefeitura é parceira para ajudar nesse sentido. O que não vamos mais aceitar é o fato de nos privarem que os filhos de nossas gestantes não possam mais nascer aqui”, declarou.
Recentemente, o hospital teve seu bloco cirúrgico interditado pela Secretaria Estadual da Saúde que exigiu algumas adaptações para a liberação do atendimento. Conforme o provedor da Santa Casa, Joaquim “Kincas” Carriconde, já está empenhado o recurso, através de emenda parlamentar, que garantirá a realização da obra de adequação do bloco.
O coordenador regional da Saúde, Gabriel Andina, disse que nada impede que o município siga prestando o atendimento desde que o hospital ofereça as condições exigidas. “Conheço o prédio e a infraestrutura e reconheço o esforço do executivo municipal e da administração do hospital e que o desejo do prefeito é válido e, com certeza, merecerá a devida atenção”, comentou. O coordenador, no entanto, deixou claro que a decisão de tornar o município uma referência em determinado atendimento de saúde não depende só da regional, mas de uma série de requisitos a serem avaliados por uma instância maior no Estado.
O secretário municipal da Saúde, José Roberto Hernandez da Silva, explicou que, devido às condições financeiras, o município não tem recursos para assumir compromissos com outras demandas, como, por exemplo, investir nas obras de adequações no bloco cirúrgico do hospital, exigidas pela Secretaria Estadual de Saúde, mas poderá oferecer a mão de obra e até algum material, contribuindo, assim, para que o local esteja apto para prestar este atendimento. Quanto ao futuro da instituição o secretário mostrou-se otimista. “Acredito que no ano que vem o hospital possa voltar a realizar intervenções cirúrgicas eletivas de média complexidade, como já fez no passado”, completou.
Redator: Assessoria de Imprensa
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