Quinta, 11 de junho de 2026, 18:13h
Home Saude
Sua história ao ter uma doença irreversível, sua imagem constante nas redes sociais e a vontade em permanecer viva diante da síndrome SMARD, que não tem cura, tratamento e nem mesmo um analgésico para reduzir as dores que às vezes surgem, fizeram de Maria Flor, de nove meses, um símbolo de luta de vida desde que a patologia foi diagnosticada, nos primeiros meses de nascimento.
As campanhas - incluindo um bingo - e a maior parte delas oriunda da Rádio Nativa FM, levantaram R$ 20.300 mil, que foram pouco a pouco utilizados na internação no Hospital São Francisco, em Pelotas, onde ela e os pais permaneceram por dois meses custeando sondas necessárias para a menina, assim como fraldas, alimentação e hospedagem para eles, que se revezavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Como ela tem outros dois irmãos que ficaram sob os cuidados da avó materna, os recursos levantados na campanha também foram utilizados para mantê-los em Piratini, assim como o aluguel da casa onde residiam. Mas não foi suficiente. Recentemente, uma campanha de alimentos arrecadou centenas de quilos de não perecíveis pra alimentá-los.
Buscando um atendimento mais humanizado, Jaqueline e Paulo, pais de Flor, conseguiram transferência para o Hospital Universitário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas. Sendo uma metrópole, com custo de vida maior e cotidiano bem mais elevado no que concerne aos gastos não só com Flor, que cresceu, e assim, precisou de roupas mais adequadas e equipamentos para aprender a sentar.
Os exames feitos nos Estados Unidos, pagos em dólar, também impactaram para a redução significativa dos recursos. O benefício a ser concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) travou na burocracia. Com isso, a família estava praticamente sobrevivendo da aposentadoria por invalidez do pai de Maria Flor.
Quanto ao estado de saúde da menina, este é estável, mas no dia 12 de março, Flor deu um susto na equipe médica e consequentemente em Paulo e Jaqueline. Ela foi acometida de uma parada cardiorrespiratória que poderia ter sido fatal, mas diante da assistência que a cerca, a mesma foi revertida com sucesso.
Como os médicos não a consideram estável o suficiente para sair do hospital, o que demandaria montar uma UTI em casa. Para isso é necessário conseguir equipamentos e profissionais através da justiça e Flor deverá permanecer internada.
Para ajudar a menina e sua família, no dia 6 de maio, no Galpão de Ronda do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) 20 de Setembro, acontecerá uma nova ação beneficente que tem como objetivo colaborar com os gastos diários em Canoas.
Redator: Tradição Regional
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados