Quinta, 11 de junho de 2026, 18:15h
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Victor Edgar Pitzer é diretor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Pelotas e ressaltou como diferencial a equipe de profissionais
Atualmente a cidade conta com duas instituições especializadas no atendimento a pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA)
O Dia Mundial do Autismo, celebrado anualmente em 2 de abril, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a conscientização acerca dessa questão. Em prol do autismo, o município de Pelotas está promovendo diversas ações, como a reinauguração do Centro de Atendimento ao Autista Dr. Danilo Rolim de Moura, e a assinatura do projeto de lei que determina atendimento preferencial, em estabelecimentos públicos e privados do município, a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e acompanhantes.
Por muito tempo, Pelotas teve apenas uma instituição que realizava atendimentos para autistas, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Pelotas (APAE), que era a única a fazer atendimentos e diagnósticos sobre a doença. Desde o ano de 1991, a instituição está presente no município, prestando atendimento a autistas, totalizando 27 anos de serviços. Os pacientes são encaminhados para a APAE pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o qual teve início em 2010. Cada caso de TEA tem suas particularidades, que são identificadas logo que o paciente ingressa na instituição, possibilitando um atendimento adequado e personalizado de acordo com suas necessidades.
O diretor da instituição, Victor Edgar Pitzer, ressalta que a APAE tem como diferencial uma equipe de profissionais que é muito experiente em realizar diagnósticos sobre a doença. “Nossa equipe é multidisciplinar. Priorizamos o atendimento à saúde, dos pacientes e também do núcleo familiar, que é fundamental para o avanço no tratamento”, disse Pitzer.
Atualmente a associação atende 54 pacientes autistas, levando em consideração o fluxo de usuários, o qual depende muito do tratamento e da evolução de cada paciente.
Os casos de autismo foram tomando uma proporção maior do que era esperado, surgindo a necessidade de mais locais para dar suporte as demandas. Há quatro anos, no dia 2 de abril de 2014, foi inaugurado o Centro de Atendimento ao Autista Dr. Danilo Rolim de Moura, o qual é vinculado a Secretaria Municipal de Educação e Desporto de Pelotas (SMED).
O Centro iniciou com 58 e hoje atende 305 alunos, de faixas etárias variadas. A equipe de atendimento conta com professores qualificados para trabalhar com educação especial, psicólogos, fonoaudiólogos e orientadores educacionais. É priorizado o atendimento educacional especializado, para crianças, jovens e adultos.
Após quatro anos de atividade, e o número de autistas ser crescente, o Centro passou a ter um novo local, cedido pela Prefeitura Municipal de Pelotas, passando a operar na rua General Argolo, nº 1.801, no prédio do antigo Hospital Cruz de Prata, atrás do Colégio Municipal Pelotense.
A diretora do Centro, Débora Jacks, salienta que a equipe realiza atividades ligadas diretamente com as escolas e com a família. “Com o novo espaço, que é mais amplo, temos a possibilidade de atender mais alunos que estão na lista de espera, além de criar projetos e atividades que ajudem nos atendimentos. Assim conseguimos dar um suporte maior para as crianças”, afirmou Débora.
Saiba mais sobre o autismo
O autismo, conhecido também como TEA, é caracterizado como transtornos ligados ao neurodesenvolvimento que causam problemas no desenvolvimento de uma criança. Fatores como a forma de comunicação, interação e comportamento social, interferem no progresso de ações realizadas diariamente.
O tratamento, que é muito individualizado, é a única forma para uma criança poder desenvolver habilidades com o mínimo de comprometimento possível em suas atividades. O autismo não tem cura, e, por isso, o diagnóstico precisa ser realizado o mais precoce possível, para que o tratamento inicie desde criança.
Segundo a psicóloga da APAE, Maria Clara Salengue, 70% dos casos de autismo, têm algum comprometimento intelectual. “O tratamento é muito específico, cada caso precisa de um cuidado distinto. Alguns necessitam de diferentes atendimentos e outros de um ou dois, isso depende muito do nível da doença. E claro, que o prognóstico mesmo no autismo leve interfere em áreas significativas na vida, como a comunicação, por exemplo”, salientou a psicóloga.
Como diagnosticar o Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Para diagnosticar o autismo, é preciso um exame comportamental, pois não é uma doença, e sim um transtorno global de desenvolvimento. É um diagnóstico clínico, sendo preciso analisar as características e a história do percurso do transtorno. Existem vários âmbitos de pesquisas, quanto à genética, alimentação, vacina, mas até hoje os especialistas não identificaram qual é verdadeira causa do autismo.
O transtorno pode se manifestar até os 30 meses de vida da criança, por isso é importante estar bastante atento aos detalhes apresentados. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor é para o desenvolvimento da criança no decorrer no tratamento.
Redator: Tradição Regional
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