Quinta, 11 de junho de 2026, 10:24h
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Visita realizada no dia 20 de abril foi para avaliar a estrutura que contempla a área de Obstetrícia
Secretários de Saúde, prefeitos e vice-prefeitos dos municípios de Pedras Altas, Piratini, Pinheiro Machado, Pedro Osório e Cerrito visitaram, no dia 20 de abril, as instalações, inclusive do setor de obstetrícia, do Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição.
O motivo da visita foi conhecer e avaliar a estrutura para receber gestantes e recém-nascidos dessas cidades, já que a partir da segunda quinzena do mês de maio, o Hospital voltará a ser referência nesta área e será em Piratini que passarão a acontecer os partos.
Em um passado recente, a experiência que novamente a entidade busca viver não foi exitosa, uma vez que por quase dois anos a direção autorizava os nascimentos sem ser referendada, portanto sem incentivo financeiro, assim fazendo significativas retiradas mensais dos cofres da instituição para manter o serviço.
“Quando finalmente nos autorizaram a ser referência e passaram a pagar por isso, já tínhamos perdido a equipe que tinha um custo elevado. Imagina manter três médicos: um obstetra, um anestesista e um pediatra 24 horas por dia, sete dias por semana, trinta dias por mês a R$ 60 a hora para cada um, preço mínimo. Isso significava R$ 139 mil por mês”, relembra o diretor Laerto Farias.
Para que, além dos partos e cesáreas, a estrutura de seis leitos com acomodação destinada à mãe, bebê e acompanhante volte a ser usada não só pelas piratinienses, haverá, mesmo que em uma escala menor, uma nova dificuldade financeiro.
Farias contou que com o incentivo do Sistema Único de Saúde (SUS), uma parte conseguida junto à Coordenadoria Regional de Saúde (3ª CRS), R$ 30 mil de um aporte acordado junto ao prefeito Vitor Ivan Rodrigues e R$ 40 mil que a instituição já recebe. Faltará, ao final de cada mês, a partir junho, entre R$ 10 e R$ 15 mil para custear a referência.
“Não ganharemos dinheiro para reinvestir na estrutura, mas, ao menos manteremos o serviço até outubro chegar, mês de renovação do contrato com o SUS via Estado, e consigamos aumentar o valor recebido mensalmente, tirar essa diferença e com isso, ao menos, empatarmos, ou seja, não teremos lucro, mas também não haverá prejuízo”, explicou.
Redator: Tradição Regional
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