Sexta, 10 de julho de 2026, 18:21h
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Em Porto Alegre, os estoques no hemocentro estão 40% abaixo do normal
Bancos de sangue do Norte ao Sul do Rio Grande do Sul enfrentam escassez de doações de todos os tipos sanguíneos, especialmente do tipo O negativo, doador universal. Em Porto Alegre, os estoques no hemocentro estão 40% abaixo do normal. Em busca de novos doadores, unidades móveis percorrem o interior em busca de voluntários.
Em Porto Alegre, a necessidade é de que 120 pessoas vão ao local diariamente para doar, mas mas o número não passa de 70, o que contribui para reduzir a quantidade de sangue estocada. O hemocentro da capital abastece 44 hospitais da Região Metropolitana para uso em emergência, acidentes e em cirurgias. A coordenadora de captação do hemocentro, Maria Lourdes Peck, afirma que a situação não ocorre só no estado. Ela acredita que a queda tenha relação com a falta de informação sobre a vacina da gripe. "Muitas pessoas desconhecem que a vacina passou a ser feita com o vírus morto e que agora já é possível voltar doar sangue em 48 horas", diz Maria Lourdes.
Em Passo Fundo, a situação não é diferente. Nesta época do ano, a queda é de 30% nos estoques. Para suprir a baixa, são realizadas coletas paralelas. Uma unidade móvel equipada
percorre municípios vizinhos num raio de 100 km. E a expectativa da equipe é captar de 50 a 60
doações em cada cidade visitada pela unidade móvel.
Em Pelotas, no Sul, o hemocentro é regional e atende a nove municípios da região, além de dois hospitais, o São Francisco de Paula e a Beneficiência Portuguesa. A demanda em Pelotas é de mil bolsas por mês mas o hemocentro consegue captar apenas 700 bolsas. Por isto, duas vezes por mês uma equipe vai até outros municípios em busca de doadores.
Na cidade de Erechim, na Região do Alto Uruguai, para enfrentar a falta de sangue são feitas campanhas em empresas e instituições para cadastramento de novos doadores. Mesmo assim, a situação é complicada porque os estoques estão com a metade da capacidade ideal. O Banco de Sangue de Erechim abastece 32 municípios da região.
Em Cruz Alta, a situação também é complicada. O número de doadores deveria ser 50% maior para garantir os estoques. A maior necessidade é do sangue do tipo O negativo. O Hemocentro do município abastece 11 hospitais e 32 outras cidades.
Em Bagé, a demanda é de 250 bolsas de sangue mensais, o que necessitaria que por dia 15 pessoas doassem, mas esse número não passa de nove doadores. O que também dificulta ainda mais a situação na cidade é que desde 2010 o Hemocentro tem que enviar todos os dias o sangue para ser processado em Pelotas e de lá retornar ao município.
Fonte: G1
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