Quinta, 11 de junho de 2026, 03:24h
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Em uma cerimônia de entrega, na última sexta-feira (4), no saguão da Prefeitura Municipal de Piratini, aconteceu entrega da nova ambulância do Serviço de Atendimento Móvel e Urgência (Samu). A outra unidade já estava sendo utilizada há seis anos e meio, com 150 mil quilômetros e quase 3 a mais que o limite.
O secretário da saúde, Diego Espíndola, conta que o veículo não faz parte da renovação de frota no Brasil e nem do Estado do Rio Grande do Sul. Satisfeito com o resultado, ele comemora a conquista realizada para o município, pois conseguir vencer as dificuldades que não são poucas com relação à troca de ambulâncias, enfrentadas por prefeituras do país, foi um grande mérito. Ele lembrou que recentemente Pelotas, que também é reguladora do serviço, só conseguiu substituir as unidades a partir de uma emenda parlamentar a qual a senadora Ana Amélia Lemos, do Partido Progressista (PP) esteve à frente do recurso utilizado para a compra das novas unidades.
“O acertado e o necessário é que todas sejam trocadas a cada quatro anos, mas o Ministério da Saúde não tem conseguido cumprir com isso” destaca Espíndola.
Mas o secretário lembra que foi através do ex-ministro da pasta que conseguiu que Piratini, à cidade de pequeno porte e situada no interior gaúcho, fosse contemplada com um novo veículo, pois Luís Augusto Nardes, agora secretário de Saúde do Paraná, reconheceu o esforço constante dos secretários municipais, que seguidamente lutam por pautas específicas da área em Brasília. “Ele entendeu que nós, por estarmos seguidamente na capital do país para pactuar em programas nacionais, merecíamos isso como prêmio, afinal entre outras situações somos liberados pelos prefeitos para atuar em benefício de todas as demais cidades do Brasil” disse.
Espíndola revelou que a ambulância que estava sendo usada, há algum tempo não tinha mais nenhuma condição, principalmente de segurança, ao transportar não só os pacientes que necessitam, mas também a equipe que presta os socorros, já que além de sucessivos problemas mecânicos, apresentada ainda os estruturais, como as portas que ofereciam riscos. “Muitas vezes era necessário que o condutor trafegasse em alta velocidade em terrenos que não permitem isso, como por exemplo, a zona rural, pois enquanto as unidades dos grandes centros só andam em pavimentos nós temos que percorrer muitas vezes dezenas de quilômetros de chão batido” frisa.
E é essa situação que faz o secretário ter convicção que a luta pela próxima ambulância começará bem antes de 2022, uma vez que os quatro anos de vida útil dessa nova unidade são encurtados pela deterioração devido ao terreno onde elas trafegam, ou seja, estradas de chão do interior de Piratini. “Devido a isso teremos que estar nessa luta constante para os Estados e principalmente para os pequenos municípios, que por terem pouca representatividade política, muitas vezes ficam em segundo plano” finaliza.
Redator: Tradição Regional
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