Segunda, 08 de junho de 2026, 15:32h
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A nova postura da população brasileira, que está abrindo mão da imunização contra doenças graves e que podem levar à morte, recentemente foi pauta na mídia nacional. Um exemplo próximo e que preocupa o gestor da saúde em Piratini, Diego Espíndola, é a baixa procura pela vacina contra a gripe, disponibilizada à população, tendo prioridade inicial os grupos de risco.
O secretário destaca que “é um ano atípico não só para nós que buscamos vacinar, mas também no estado e no Brasil. Nós, gaúchos, registramos um índice muito menor do que o esperado contra a gripe, e isso, talvez, seja devido ao pouco apoio da mídia ou por não termos tido surto, caso ou óbito associado à patologia”, disse.
Conforme a cobertura vacinal por idade, situação ou profissão de risco, foi de pouco mais de 50%. “Foram 2.798 pessoas imunizadas, todas do grupo preferencial, o que representa 54,2%. A meta era atrair 5.162 pessoas da população alvo”, explana a enfermeira chefe da pasta de saúde, Fernanda Hernandes.
No dia 21 de junho, o município liberou o restante do estoque de 4,5 mil doses para a população, permitindo que todas as faixas etárias recebessem a proteção.
De acordo com Espíndola, a antecipação já aumentou índices no geral, fazendo o repensar sobre o cronograma determinado. “É automático. Quando abrimos para todas as faixas etárias, a busca aumenta. O Estado tem que rever os prazos, principalmente em relação a geral, que entendo estar sendo muito tarde, pois já estamos quase em julho. O inverno é rigoroso e a substância leva em torno de dez dias para agir e deixar o organismo imune”, finalizou.
Redator: Tradição Regional
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