Segunda, 08 de junho de 2026, 07:31h
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Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Capão do Leão apontam que mais de mil pessoas se beneficiaram através do “Projeto Atendimento Domiciliar” que atende pessoas acamadas impossibilitadas de se deslocarem até a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa. De acordo com o diretor de Saúde, Renato Pires Póvoa, o projeto foi implantado no início do governo do PT no município, sendo cadastrado junto ao Ministério da Saúde em dezembro do ano passado e aprovado pela pasta em maio deste ano.
“O Capão do Leão será contemplado com R$ 90 mil mensais e um carro zero quilômetro para transportar a equipe que faz os atendimentos a domicilio”, explicou Póvoa. “Essa equipe técnica tem a função de orientar as pessoas que cuidam de doentes. Elas recebem orientações de como procederem em relação a higiene do doente, o cuidado com medicamentos, como fazer curativo, entre outros cuidados”, aponta o diretor.
É o caso de dona Irene Costa da Silva, de 61 anos, moradora do Centro. Com complicações na tireoide e no coração, pelo diabetes, ela enfartou e precisou de cuidados especiais por 24 horas. De acordo com o marido dela, o aposentado Sidomar Silva, de 65 anos, graças às orientações dadas pelos profissionais de saúde, conseguiram que as escaras (também conhecidas como úlcera de pressão que são feridas que aparecem na pele de pessoas que permanecem muito tempo na mesma posição) desaparecessem. “Além disso, tivemos a orientação de uma fonoaudióloga que fez um extraordinário trabalho de recuperação da fala. Acho que esse atendimento deveria ser realizado mais seguido, as duas vezes por semana é pouco”, destacou Silva.
Segundo Póvoa, a ideia é de ampliar esse atendimento, não só com menos intervalos de dias, mas também, com a chegada de outros profissionais, entretanto, é necessário que recursos financeiros cheguem ao município.
Dona Maria Inácia de Oliveira, de 83 anos, também moradora do Centro, foi outra paciente atendida pelo projeto. Ela teve feridas em uma das pernas, por consequência do diabetes. “Fui muito bem atendida pela equipe, os curativos bem feito e com segurança me deram uma melhor qualidade de vida. Sou muito grata ao trabalho deles”, afirmou a aposentada.
Para a fonoaudióloga, Rosane Terezinha Jeske, que trabalha no projeto, sua principal função é de ajudar pacientes com isquemia e crianças com problemas na fala através de técnicas que melhoram a mobilidade da língua e a degustação dos alimentos. “Preciso saber sobre a rotina dessas pessoas, que devido ao problema que enfrentam, acabam se isolando de tudo e de todos. Nesse momento, o apoio familiar é muito importante”, conclui.
Redator: Tradição Regional
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