Segunda, 08 de junho de 2026, 04:56h
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Na tarde da última quinta-feira (2), foi realizada uma reunião pública sobre o posicionamento do governo municipal sobre a possível fraude nos exames pré-câncer, na Câmara de Vereadores de Pelotas. A ação, denominada como Dia M pela Vida das Mulheres, foi organizada pela mobilização feminina da cidade e contou com a presença da vereadora Fernanda Miranda (PSol), das deputadas estaduais Miriam Marroni (PT) e Stela Farias (PT) e da deputada federal Maria do Rosário (PT).
Além disso, o encontro teve depoimentos de mulheres que realizaram o exame papanicolau em Unidades Básicas de Saúde (UBS), tiverem seu diagnóstico normal e descobriram, após novo atendimento, a doença em estágio avançado. Um exemplo é de Ana Maria Nobre, 39 anos, que só confirmou sua suspeita após insistir na cauterização de uma ferida. “Quando o médico da Fundação de Apoio Universitário (FAU) falou que precisava enviar para biópsia, mesmo com meu exame normalizado, tive muito medo.”, relembra.
A secretária do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Gisele Lobato, defendeu a revisão de todos os exames realizados no período de 2014 até julho de 2018. “Se for necessário coletar mais 17.000 exames, nós estaremos juntos nessa”, destaca.
Para a deputada Maria do Rosário, a investigação deve se tornar federal por envolver verba do Sistema Único de Saúde (SUS) e para evitar casos como esse em outros municípios. “Quando há recursos federais, a investigação deve e pode ir para a Procuradoria-Geral da República”, afirma.
As atividades do Dia M foram encerradas com um ato no Largo do Mercado Central, abaixo da sala da prefeita Paula Mascarenhas, com o objetivo de chamar a atenção da comunidade e da Prefeitura sobre a gravidade da suspeita.
Redator: Tradição Regional
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