S�bado, 06 de junho de 2026, 21:31h
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Laerto Farias anunciou que a instituição renovou com o Estado o contrato para retomar na íntegra a referência em Obstetrícia
O diretor do Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição de Piratini, Laerto Farias, anunciou no dia 1º de novembro que a instituição renovou com o Estado o contrato para retomar na íntegra a referência em Obstetrícia, permitindo que, além de gestantes de Piratini, também grávidas dos municípios de Pedras Altas, Pedro Osório, Pinheiro Machado e Cerrito possam ter seus bebês em solo piratiniense.
Farias entende que a renovação do compromisso para todo o ano de 2019 significa apenas um alento que vai permitir à instituição respirar um pouco melhor nesse sentido, uma vez que, durante os três anos de prestação do mesmo, a entidade enfrenta sérios problemas que se agravaram a partir de março deste ano, o que obrigou o hospital a reduzir de sete para seis, e depois para três dias por semana o nascimento de crianças na cidade.
“O que ganhamos agora foi um “fôlego” nos que diz respeito à receita a ser gerada, que, mesmo não cobrindo completamente o gasto com partos normais ou por cesariana, ao menos reduzirá o déficit causado pelo baixo valor pago pelo governo estadual, e pelo alto custo para manter três profissionais disponíveis 44 horas por dia, sete dias por semana”, disse Farias, justificando os gastos.
O diretor ainda comenta que, somente com pediatra, anestesista e obstetra exigidos pelas normas, paga-se, por mês, R$ 129,6 mil e recém agora, com os novos valores negociados, o repasse será de apenas R$ 103 mil por mês, significando R$ 23 mil negativos a cada 30 dias.
Mas o prejuízo a cada trinta dias vai além, uma vez que, ainda é preciso custear a estrutura em torno dos nascimentos, como o aparato para a equipe médica obrigatória, entre eles, técnicas ou técnicos em enfermagem e enfermeiras.
“Faz três meses que não recebemos o que nos é devido e em todos há a necessidade de retirar dinheiro de outras áreas do hospital para cobrir a obstetrícia e, agora, pelas contas que fizemos, não menos que R$ 60 mil mensais sairão do cofre da instituição, assim, entendo que somente se houver uma mudança de postura do novo governo do Estado, valorizando esse serviço. O futuro nos remete a que, inclusive, piratinienses passem, em um futuro próximo, a nascer em Pelotas e Rio Grande, pois financeiramente falando se tornará totalmente inviável darmos continuidade na referência”, prevê o diretor.
Redator: Tradição Regional
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