S�bado, 06 de junho de 2026, 14:48h
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Cálculos recentes mostram que o valor total das dívidas já ultrapassa R$ 25 milhões
Na quinta-feira (21), houve a confirmação de que a comissão provisória, que tem respondido pelo comando do Hospital de Caridade de Canguçu (HCC) só ficará por mais dez dias.
Em entrevista cedida ao Jornal Canguçu Notícia em maio deste ano, Delaci Borges (presidente da casa de saúde na época) explicou que o mandato da gestão teria encerrado e que nenhuma chapa teria se apresentado para assumir a diretoria.
Com isso, a diretoria decidiu permanecer até que fosse definido um caminho para o futuro da Casa. Na época, a expectativa que o Poder Executivo assumisse a instituição era grande.
Expectativa que o Poder Executivo assuma a casa
De maio para cá, a Comissão Provisória tem respondido pelas questões legais do Hospital. A Administração Municipal realizou repasses emergenciais, além do recurso mensal de R$ 221 mil.
Ao total, mais de R$ 800 mil foram encaminhados a casa de saúde, sendo R$ 210 mil da devolução de verba da Câmara de Vereadores, além de outros dois que viabilizaram o pagamento dos 13º salário dos funcionários, em atraso há pelo menos dois anos.
Em junho deste ano, a Associação do Hospital de Caridade de Canguçu convocou todos os associados para uma Assembleia Extraordinária em caráter de urgência na quinta-feira (14). Segundo o documento, entre as pautas da reunião, estava a solicitação ao Poder Executivo Municipal para que assuma a gestão da Unidade Hospitalar
Em agosto, em uma coletiva de imprensa, Pegoraro apresentou uma nova Planta de Valores de Imposto Pedial Territorial e Urbano (IPTU) como uma alternativa para a Prefeitura ter capacidade de responder pela casa. Na apresentação, o chefe do executivo reiterou que o Município não poderia ficar sem o hospital e apontou para a necessidade de “um remédio amargo” para salvar o HCC.
Nesses últimos dias, em que a greve dos funcionários é retomada e as internações são suspensas por falta de recursos, a comunidade e a imprensa tem se questionado sobre a Prefeitura assumir a administração do Hospital.
Em entrevistas cedidas à imprensa local, Vinicius ainda não confirmou sobre assumir a casa, mas confirmou que R$ 1,8 milhão serão injetados a mais no caixa do hospital, a partir de 2019.
Nesta sexta-feira (23), em uma entrevista à Rádio Liberdade, o prefeito frisou o trabalho da consultoria do Hospital Sírio-Libanês; um dos mais importantes centros da América Latina, para apontar as formas que a prefeitura poderia auxiliar a instituição.
Internações suspensas
Desde a última segunda-feira (19), apenas casos de urgência estão sendo atendidos e tendo internações. As cirurgias eletivas também estão suspensas.
Em frente ao prédio, fixado na entrada, uma folha impressa ressalta o motivo: “a falta de condições de trabalho e de recursos desta instituição.” Segundo fontes confiáveis do Jornal Canguçu Notícia, a casa de saúde, já vinha sofrendo com a falta de medicamentos.
Redator: Tradição Regional
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