S�bado, 06 de junho de 2026, 13:53h
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Suprir a falta dos quatro médicos cubanos que não mais atendem em Piratini é o grande desafio do secretário de Saúde, Diego Espíndola. A decisão de Cuba de se retirar do programa Mais Médicos devido às críticas e exigências do presidente eleito Jair Bolsonaro, faz com que o município seja só mais um a cobrir a lacuna deixada pelos profissionais passíveis de elogios dados pelo titular da pasta.
“Fizeram um grande trabalho, voltado para a medicina preventiva, inclusive nos bairros da periferia, o que nos permitiu chegar a 100% de cobertura de Saúde da Família (ESF), o que temo agora retornar para a estaca zero”, disse Espíndola.
Para ele, enquanto não ocorre a reposição a ser feita pelo Ministério da Saúde, que já abriu edital para este fim, a medida a ser tomada para não deixar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Central, Cancelão,Vila Nova e Padre Reinaldo sem um profissional atendendo, será remanejar médicos concursados pelo município que hoje atendem outras áreas.
“Momentaneamente, o que nos resta é realocar três profissionais para estes bairros, que no momento são atendidas pelos médicos que nos foram fornecidos pelo programa federal, mas concordo que teremos uma perda, pois a formação dos cubanos faz com que eles façam um trabalho diferenciado”, ampliou o secretário, que classifica a atual situação como triste e preocupante. “Nos resta reorganizar com o que temos para dar retaguarda as pessoas e esperar o que vai acontecer, mas estou preocupado”, finalizou Espíndola.
Redator: Tradição Regional
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