S�bado, 06 de junho de 2026, 09:26h
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Nesta sexta-feira (7) , os funcionários do Hospital de Caridade de Canguçu (HCC) decidiram em assembleia por interromper a greve, passando para um estado paredista. Em outras palavras, isso significa uma trégua de 30 dias, até que uma nova assembleia se reúna e decida pela continuação ou suspensão definitiva.
A decisão surgiu a partir do pagamento dos vencimentos restantes do mês de setembro e o mês de outubro feita pela Prefeitura Municipal na quinta-feira (6).
Nas últimas semanas, o prefeito Vinicius Pegoraro (MDB) havia relatado a imprensa sobre a expectativa pela chegada de um recurso de aproximadamente R$ 400 mil de incentivo que não vinha sendo repassado pelo governo federal.
"O estado paradista de greve funciona assim: o edital continua aberto, retornamos as atividades e dentro de 30 dias fizemos uma nova assembleia. Se após esse prazo não pagarem os vencimentos de novembro e dezembro, retornamos a greve", explicou a técnica de Enfermagem do HCC e representante da categoria, Luciara Luna Lira.
Aumento nos repasses
Em entrevista concedida ao Jornal Canguçu Notícia, nos últimos dias, o prefeito Vinicius Pegoraro (MDB) ressaltou a importância da consultoria que o Hospital Sírio Libanês está realizando na instituição, custeada pelo Banrisul.
“São duas etapas: análise de gestão de rotinas dentro do hospital, perfil epidemiológico da micro-região, que está inserido, e a parte econômica financeira em que o Banrisul vai auxiliar na possibilidade de consolidar as dívidas, criando um leilão delas e promovendo um refinanciamento dos débitos.” explicou o prefeito.
Além da consultoria, o chefe do Executivo destacou a previsão de um aumento no repasse da Prefeitura à instituição, dado a aprovação da revisão da nova planta de valores do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).
“Para o ano que vem está previsto um aumento de 1,8 milhão ao Hospital de Caridade. A gente tem uma previsão de acréscimo de 3 milhões nos cofres municipais, da revisão do IPTU. Esse recurso vai propiciar rever contratos médicos, ajudar no endividamento financeiro e colocar a casa de saúde a funcionar", completou Pegoraro.
Redator: Tradição Regional
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