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O vereador Marcus Cunha (PDT), afirmou, na sessão representativa da Câmara, desta quinta-feira, 03/01/2019, que o presidente Fabrício Tavares “não honrou o voto de confiança da Bancada do PDT que lhe garantiu a eleição da Mesa. O que foi feito é temerário. O senhor está começando mal, não é uma prática democrática”. O líder pedetista se referia à medida tomada pelo presidente do Legislativo que, sem consultar os demais parlamentares, decidiu emprestar à Prefeitura o Fundo Especial de Reaparelhamento da Câmara, atualmente em mais de R$ 10 milhões, destinado à construção ou remodelação de prédio próprio.
“O senhor não dar um telefonema, nem para o vice-presidente, vereador Éder (PDT), nem para a Mesa, é ofensivo. Não estou discutindo o mérito (que os recursos serão usados para complementar a folha salarial dos servidores), mas a forma como foi feito”, apontou Cunha.
O parlamentar também mostrou a Lei 6.166 de 2014, que criou o Fundo de Reaparelhamento. “Em seu artigo 2º a Lei afirma o Fundo Especial de que trata o art. 1º desta Lei deverá assegurar recursos para construção de prédio para a Sede própria da Câmara Municipal de Pelotas, e, também, para os acessórios necessários ao seu funcionamento”.
Marcus Cunha leu ainda o parágrafo 5º do artigo 3º : Os recursos do Fundo Especial de Reaparelhamento da Câmara Municipal de Pelotas - FERCAMP - somente poderão ser utilizados para a realização de despesas inerentes aos objetivos previstos no art. 2º desta Lei.
E chamou a atenção do presidente Fabrício Tavares: “é uma ilegalidade que o senhor vai cometer. De acordo com a lei, os recursos só podem ser utilizados para o prédio da Câmara. Eu poderia ter ajudado o senhor a não cometer esse erro. Isso é uma improbidade, uma ilicitude”.
Redator: Assessoria de Imprensa
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