Quinta, 04 de junho de 2026, 12:23h
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Sugerir e discutir o que se quer enquanto políticas públicas de saúde para os próximos quatro anos em Piratini foi o objetivo principal da VII Conferência Municipal de Saúde, realizada no dia 12 de abril, nas dependências da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).
O evento foi promovido pela prefeitura e envolveu a grande maioria que atua na área, permitindo também a participação da comunidade nas discussões. Na visão do secretário de Saúde, Diego Espíndola, esta ação é relevante, afinal, todos são usuários e conseguem detectar possíveis carências.
“Ter não somente a presença de quem faz saúde em Piratini, mas ainda de entidades como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e residentes em assentamentos e quilombos foi muito importante, pois entre as discussões esteve o direito ao Sistema Único de Saúde (SUS) e tantos outros enfoques abordados que permitem a secretaria olhar, montar e conduzir de uma forma diferente a estrutura que temos e o que ainda devemos ofertar à população”, avalia Espíndola.
Para o secretário, esse envolvimento de todos os segmentos que forma a sociedade é importante porque o gestor amplia seu campo de visão do que se deve focar, o que é construtivo, sendo um exemplo disso o principal pedido oriundo das discussões entre os grupos de debate formados na conferência.
“A prioridade requisitada é a abertura do posto de Estratégia de Saúde da Família (ESF), que vai servir ao 2º e ao 5º distritos ao mesmo tempo. A conclusão do prédio está prevista para o final do primeiro semestre desse ano para posterior entrega à comunidade”, destacou.
Ele justifica essa necessidade urgente do começo do atendimento, pois nas duas regiões rurais moram cerca de 3,5 mil pessoas originárias de 17 assentamentos da reforma agrária, além de residentes nos quilombos e agricultores.
“Isso representará uma evolução ainda maior do que já conseguimos, pois estamos com 86% de cobertura de saúde e pretendemos nos próximos dois anos chegar aos 100% almejados. Vale destacar que somos responsáveis por um salto de qualidade e oferta de estrutura, pois lá atrás, quando assumimos, não havia, por exemplo, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Psicossocial (Caps), e tudo isso já é realidade”, concluiu.
Redator: Tradição Regional
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