Quarta, 08 de julho de 2026, 12:29h
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Ciro Simoni (C) considera que não são os salários que afastam os profissionais do Hospital de Caridade
Em entrevista ao jornal Zero Hora na semana passada, o secretário de Saúde do Estado, Ciro Simoni, comentou a falta de profissionais na UTI neonatal do Hospital de Caridade de Canguçu. Ao ser questionado sobre os possíveis baixos salários oferecidos, que não atraem os médicos, Simoni respondeu.
“Não faltam profissionais por causa disso (baixos salários). Podem até em outras áreas, mas em UTI não faltam. O problema é que as pessoas não querem trabalhar em Canguçu. Em Rio Grande tem pessoal, e não podem contratar, é uma questão burocrática. Mas eu peguei essa herança. Nós já ampliamos 70 leitos em UTI no Estado e estamos trabalhando para ampliar mais”.
Outro motivo apontado para o desinteresse dos profissionais pelo trabalho na cidade seria a distância de grandes centros de atendimento, como Porto Alegre, já que 57% dos leitos em UTI neonatal estão concentrados na Região Metropolitana.
Déficit de R$ 142 mil mensais
O prejuízo de R$ 142 mil por mês ameaça o Hospital de Caridade de fechar as portas. Apenas um anestesista trabalha na unidade. Na quarta-feira (13), estava prevista uma reunião em Porto Alegre para discutir o futuro da instituição. De acordo com o coordenador regional da Saúde, Milton Martins, poderá ser discutida a gestão da instituição.
Ele também explicou que existe um contrato do Estado com o Hospital de Canguçu, que venceu em dezembro de 2012, onde estavam contratados anestesistas, plantões médicos com ginecologista e obstetra, pediatria e serviços de atendimento médico no Pronto-Socorro, em um desembolso mensal de R$ 99,7 mil. Milton reconhece que a unidade precisa deste contrato, mas ressalta que ele deve ser cumprido de maneira correta, já que a opinião no município é de que o atendimento precisa melhorar.
“Seguidamente somos pegos de surpresa, porque há uma indisposição de um determinado médico que não quer cumprir o plantão. Então o contrato tem que ser preto no branco. De um lado está quem paga, de outro está quem cumpre, e nós não iremos abrir mão disso. Por isso vamos a Porto Alegre, tirar uma decisão política. Nós precisamos do hospital funcionando a pleno para o povo de Canguçu. E se tivermos que abrir uma discussão sobre a gestão do hospital, ela vai ser aberta”, afirmou. Até o fechamento desta edição, não havia novas informações sobre o desenvolvimento da reunião na Capital.
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