Quarta, 08 de julho de 2026, 07:10h
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“A saúde de meus pacientes será a minha primeira preocupação”. O Juramento de Hipócrates, atualizado pela Declaração de Genebra, de 1948, costuma fazer parte da cerimônia de formatura da maior parte das faculdades de medicina do país. O texto, no entanto, parece estar desatualizado diante dos valores adotados por alguns profissionais.
A crise econômica enfrentada pelo Hospital de Caridade e por outras instituições filantrópicas no estado evidencia um cenário onde, definitivamente, as cifras superam o interesse daqueles que, segundo o texto atribuído a Hipócrates, deveriam ser a primeira preocupação de todo médico.
Em entrevista concedida ao jornal Canguçu On Line na semana passada, o prefeito Gerson Nunes (PT) divulgou uma informação que, para boa parte da população, deve ser surpreendente. Um médico se recusa a atender os pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por considerar insuficiente o valor de R$ 35 mil por mês.
– Nós recebemos a informação de um médico, que é anestesiologista do Hospital, que alega não estar atendendo o SUS em decorrência de julgar pouco o valor de quase R$ 35 mil – explicou.
O nome do médico não foi divulgado pelo prefeito. Segundo Gerson Nunes, o convênio com o Hospital de Caridade poderá ser cancelado, caso seja confirmado que a instituição não está cumprindo sua parte. Se confirmada a situação, o município deixa de repassar os cerca de R$ 120 mil mensais já neste mês de abril.
Fonte: Canguçu Online
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